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![]() 04/05/2012 - Projeto com aluno e professor da Fundação sobre Lima Barreto vira peça teatral
Fonte: Comunicação
O projeto de criação dramatúrgica “Os Negros – Uma Lacuna”, inspirado na obra inacabada de Lima Barreto do aluno Márcio Castro e do Professor do Curso de História da Fundação Santo André Salomão Jovino Da Silva foi um dos selecionados pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. O trabalho foi um dos 16 aprovados e em seis meses deverá ser finalizado e pronto para as leituras dramáticas. A parceria de criação é entre Marcio Castro e Salomão Jovino da Silva, conhecido como Salloma Salomão. O projeto foi inscrito no final de 2011 no edital Cultural do Estado de São Paulo, que é o Programa de Ação Cultural (PROAC), que na edição de 2012 abriu uma área para trabalhos ligados às novas dramaturgias. De acordo com Salloma Salomão, trabalhar com a obra inacabada de Lima Barreto é uma forma de inserir o ensino de História, Literatura e Arte Dramática, com temáticas negras. “O autor vive este processo na virada do século XIX, para o século XX, e tem uma ação muito forte com estas temáticas”, disse Salloma. O professor informa ainda que o projeto é um processo que vai ser feito, por meio de estudo de sua bibliografia que aproximam os dois campos: História e Teatro. Para isso, o trabalho será dividido em várias etapas de leituras, estudos e ensaios de escrita. “Conforme o andamento do trabalho, escrevemos o texto”, afirmou Márcio Castro. Seis mãos – Segundo Salloma, o trabalho vai passar por várias etapas e será feito a seis mãos: do orientador, do pesquisador e do próprio Lima Barreto. “Esta última é de um defunto, pois trata-se de uma visita ao trabalho de Lima, e adequação do texto para tentar talvez, transformar em um espetáculo”, informou Salloma. De acordo com os proponentes do projeto, o trabalho por meio das leituras dramáticas tem a intenção de aproximar teatro e história, com objetivo de realizar as leituras tanto em espaços culturais para teatro, como também na própria Fundação. “O campus universitário é um santuário acadêmico, pois são realizadas várias atividades e, trazer um conteúdo artístico, cultural e estético para este espaço, é fundamental para os docentes e discentes”, completou. A ideia de começar este projeto nasceu da inquietação de Castro diante das questões da Diáspora Negra . O estudante, que também é ator, começou o curso de História em 2010 e, durante as aulas, uma de suas questões é sobre o tráfico negreiro. “Houve a possibilidade de falar sobre este tema e discutir o processo histórico através do teatro e, como tudo isso pode propiciar da estética da criação”, finalizou. |