20 Out 2017
  • Fonte: Comunicação FSA
  • Horário: das 8h às 17h

VISITA TÉCNICA À ALDEIA KRUKUTU Destaque

 

No dia 16 de agosto de 2017 aconteceu uma visita técnica à Aldeia Krukutu em Parelheiros pelas alunas do segundo ano de Pedagogia da FAFIL, juntamente com alguns alunos de Ciências Sociais. Trata-se de programação especial na disciplina Antropologia, por iniciativa da professora de Antropologia, Marineide do Lago Salvador dos Santos.

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A questão indígena no Brasil foi abordada nas aulas do primeiro semestre, resgatando a história desde a colonização européia, com base em pesquisas e documentários e textos. Constataram-se os problemas sócio-políticos-econômicos atuais e as reações por parte dos indígenas. Atende-se, assim, ao que consta na Lei 11 645/2008, quanto ao resgate da história e da cultura afro-brasileira e indígena.

                                                 

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O trabalho de campo proporciona o contato direto com uma das muitas etnias indígenas, entendendo suas dificuldades e vantagens e as influências que sofrem por estar tão perto da área urbana. Na aldeia visitada há 60 famílias, cerca de 300 pessoas. Participam da Associação Guarani NE´E PORÃ.

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Na Casa de Reza, onde os indígenas se reúnem todas as noites para a sociabilidade indispensável à toda tribo e celebrações, no dia da visita estava acontecendo um evento muito importante, que é a comemoração do Ano Novo. Todos participam, inclusive as crianças.

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Olívio Jekupé, líder da comunidade e escritor, recebeu-nos para inicialmente fazer as explicações básicas sobre a aldeia, esclareceu dúvidas, revelou preconceitos e pensamentos distorcidos que circulam na sociedade urbana. A presença do Pagé nessa conversa também acrescentou conhecimentos importantes.

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Na aldeia há um Centro de Cultura Indígena (CECI), uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e duas unidades educacionais (Educação Infantil e Ensino Fundamental), conquistadas junto às administrações públicas. Nelas trabalham vários indígenas, com remuneração.

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Chamou muito a atenção dos alunos a curiosidade e o carisma das crianças indígenas, que fizeram questão de manter contato próximo com os visitantes demonstrando afetividade e alegria. São muito espontâneas e afetivas. Brincam com muita alegria, mesmo sem brinquedos industrializados, em relação direta com a natureza.

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 Na sociabilidade da aldeia todos compõem uma família, por isso todos são responsáveis pelo cuidado e educação das crianças. Aprendem os princípios e requisitos para a vida adulta ao término da infância.

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Ficamos à vontade para circular pela aldeia, podendo contar com o acompanhamento e explicações de alguém deles. Fizemos uma caminhada até a beira da represa Billings, andamos pela área onde se situam as casas, percorremos os espaços importantes do território.

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                Há na aldeia uma lojinha para exposição e venda de artesanato e alguns dos livros escritos por Olivio Jekupé e Wera Jeguaka Mirim. Este é também criador e intérprete de música estilo rapp, que já conta com grande divulgação na Europa. Em 2016 foi ele que exibiu a faixa “Demarcação Já” na abertura dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro.

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O menino Werá Mirim, que fez protesto na abertura da Copa, em São Paulo, ao lado de Fábio Jekupé, da liderança comunitária do Krukutu  (Foto: Lívia Machado/G1)

 

Na avaliação de quem participou da visita, o resultado mais destacado é a revisão de conceitos e preconceitos, o contraste com a história contada em muitos livros. Ressalta a responsabilidade de quem trabalha em educação quanto à divulgação para outras pessoas e a importância da questão da terra.

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                                                                       Livros de Literatura indígena

Expressão de uma aluna: “Foi uma experiência incrível nadar com eles na represa, conhecer a cultura e organização deles, os trabalhos manuais que eles fabricam e a simplicidade que eles têm, os olhares das crianças de que não precisam de muito para serem felizes”.

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“Não é preciso ver o que é visível, mas o que é necessário, liberdade de expressar sentimentos Naturais.”

Ficou um gostinho de “quero mais”.