Início do inverno reforça cuidados com a saúde de idosos e crianças, alerta especialista da Fundação Santo André
O 21 de junho marca o início do inverno no hemisfério sul, período caracterizado pela queda das temperaturas e pelo aumento da incidência de doenças respiratórias. Assim como outros fenômenos naturais estudados pela ciência, como o caso da lua de sangue e seus efeitos na Terra, as mudanças sazonais também influenciam diretamente o funcionamento do organismo.
A estação exige atenção especial com a saúde, sobretudo entre idosos e crianças pequenas, considerados grupos mais vulneráveis às mudanças climáticas.
De acordo com a Prof.ª Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, professora e coordenadora do curso de Biomedicina do Centro Universitário Fundação Santo André, o inverno favorece a circulação de vírus respiratórios e pode agravar quadros clínicos em pessoas com imunidade mais sensível.
“Durante o inverno, as pessoas tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Além disso, as temperaturas mais baixas podem reduzir a eficiência das defesas do organismo, tornando idosos e crianças mais suscetíveis a infecções”, explica a professora.
Situações semelhantes também são observadas em outras doenças virais, como discutido no artigo sobre mpox e o papel da infectologia no estudo da transmissão.
Doenças respiratórias mais comuns no inverno
Entre as doenças mais comuns nessa época do ano estão:
- gripes e resfriados;
- bronquiolite em crianças;
- crises de asma e bronquite;
- agravamento de doenças respiratórias crônicas.
Essas condições podem gerar maior procura por serviços de saúde durante o período mais frio.
Cuidados essenciais durante o inverno
Segundo a especialista, algumas medidas simples podem contribuir significativamente para reduzir riscos de adoecimento:
- manter ambientes ventilados, mesmo em dias frios;
- reforçar a higiene das mãos;
- manter a vacinação atualizada, especialmente contra gripe;
- manter alimentação equilibrada e hidratação adequada;
- evitar mudanças bruscas de temperatura.
Para idosos e crianças, o acompanhamento médico e a atenção a sinais de agravamento, como febre persistente ou dificuldade respiratória, são ainda mais importantes.
Atenção à imunidade
A professora também destaca que o inverno é um período em que o sistema imunológico precisa de atenção especial.
“Uma rotina equilibrada, com boa alimentação, sono adequado e atividade física, contribui para fortalecer o sistema imunológico. Pequenos hábitos saudáveis podem fazer grande diferença na prevenção de doenças”, ressalta.
Por que as doenças respiratórias aumentam no inverno?
Durante o inverno, algumas condições ambientais favorecem a circulação de vírus e o surgimento de doenças respiratórias. Entre os principais fatores estão:
- maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados;
- ar mais seco, que pode irritar as vias respiratórias;
- maior sobrevivência de alguns vírus em temperaturas mais baixas;
- proximidade entre pessoas em locais fechados, como escolas, escritórios e transporte público.
Essas condições ajudam a explicar por que quadros como gripe, resfriado, bronquite e crises de asma tendem a se tornar mais frequentes nessa época do ano.
Por isso, especialistas reforçam a importância de medidas simples de prevenção, como manter ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência e manter a vacinação em dia.
Educação em saúde
No Centro Universitário Fundação Santo André, o curso de Biomedicina desenvolve estudos e atividades voltadas à prevenção de doenças e à promoção da saúde pública. Para estudantes interessados em seguir carreira na área da saúde, conteúdos como como descobrir sua vocação profissional podem ajudar na escolha do caminho acadêmico.
Para a Prof.ª Mariana, compreender os efeitos das mudanças sazonais no organismo é fundamental para adotar estratégias preventivas.
“O inverno é uma estação que exige atenção, mas com informação e cuidados adequados é possível atravessar esse período com mais segurança e qualidade de vida”, conclui.
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros. A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular