Profa. Rosana Boscariol Bataini Polizel participa do lançamento de obra sobre Justiça Multiportas no IASP
A professora Rosana Boscariol Bataini Polizel, do curso de Direito da Fundação Santo André, participou como coautora do livro O desenvolvimento e os desafios da justiça multiportas, lançado no Instituto dos Advogados de São Paulo. A seguir, ela compartilha reflexões sobre a obra, o modelo multiportas e a importância da pesquisa jurídica para a formação acadêmica.

Professora Rosana, como foi para a senhora participar do lançamento da obra “O desenvolvimento e os desafios da justiça multiportas” no Instituto dos Advogados de São Paulo?
Participar do lançamento dessa obra no Instituto dos Advogados de São Paulo foi uma experiência extremamente significativa e honrosa. O IASP é uma instituição histórica, de grande relevância para o pensamento jurídico nacional, e estar nesse espaço debatendo um tema tão atual reforça a importância do diálogo qualificado entre teoria e prática. Foi também um momento de encontro com juristas comprometidos com a transformação do sistema de justiça.
O que mais motivou sua contribuição como coautora nesse projeto tão relevante para o cenário jurídico nacional?
O que mais me motivou foi a possibilidade de contribuir para um debate que ultrapassa o modelo tradicional de resolução de conflitos e propõe soluções mais eficientes, humanizadas e adequadas à complexidade social contemporânea. A justiça multiportas representa um avanço importante e participar dessa construção coletiva foi um desafio acadêmico e um compromisso institucional.
A obra homenageia a professora Maria Cristina Zucchi. Qual a importância dela para o Direito brasileiro e para a proposta do livro?
A professora Maria Cristina Zucchi é uma referência no Direito brasileiro, especialmente no estudo e na implementação dos métodos adequados de solução de conflitos. Sua trajetória acadêmica e institucional contribuiu de forma decisiva para a consolidação da mediação, da conciliação e da cultura do diálogo no sistema de justiça. A homenagem é coerente com a proposta do livro e com os valores que ela sempre defendeu.
A justiça multiportas é um conceito cada vez mais discutido. Como a senhora definiria esse modelo e sua importância para o fortalecimento do acesso à justiça?
A justiça multiportas pode ser definida como um modelo plural de acesso à justiça, no qual o conflito é direcionado ao meio mais adequado para sua solução, seja judicial ou extrajudicial. Sua importância está em reconhecer que nem todo conflito precisa ser resolvido exclusivamente pelo Judiciário, ampliando o acesso à justiça de forma mais eficiente, participativa e adequada.
No artigo que escreveu em coautoria com a Desembargadora Consuelo Yoshida, quais pontos considera mais essenciais para o debate atual?
Destaco a necessidade de mudança de mentalidade dos operadores do Direito e a valorização da cooperação institucional entre os diversos atores do sistema de justiça. O diálogo entre a experiência jurisdicional e a reflexão acadêmica permitiu uma abordagem prática, sem perder a densidade teórica, o que fortalece o debate contemporâneo.
O livro destaca a necessidade de reinvenção do sistema jurídico diante das novas demandas sociais. Como a senhora enxerga esse desafio na prática?
Esse desafio é permanente e exige abertura para a inovação, formação contínua e sensibilidade social. Na prática, significa repensar procedimentos, valorizar soluções consensuais e compreender que o Direito deve acompanhar as transformações sociais, econômicas e culturais para não se distanciar da realidade.
De que forma a colaboração entre magistratura e academia enriquece a produção de conhecimento jurídico?
Essa colaboração une a vivência prática da magistratura com a reflexão crítica da academia. O resultado é uma produção de conhecimento mais aplicada, realista e socialmente relevante, capaz de impactar tanto a formação dos estudantes quanto a atuação profissional no Direito.
A senhora acredita que o modelo multiportas contribui para tornar a justiça mais humana e acessível?
Sem dúvida. O modelo multiportas coloca as pessoas no centro do sistema de justiça, respeitando suas necessidades, seus tempos e suas possibilidades de diálogo. Isso torna a justiça mais próxima do cidadão e mais acessível.
Como essa participação reforça o compromisso da Fundação Santo André com a pesquisa e o ensino jurídico de qualidade?
Essa participação reforça o compromisso da Fundação Santo André com uma formação jurídica sólida, crítica e conectada à realidade. Ao inserir seus docentes em debates acadêmicos de relevância nacional, a instituição estimula a pesquisa, o pensamento crítico e a aproximação entre teoria e prática, beneficiando diretamente os estudantes.
Para finalizar, que mensagem deixaria aos estudantes e futuros profissionais do Direito sobre a importância de pensar novas formas de acesso à justiça?
Pensar novas formas de acesso à justiça é um dever ético e social. O Direito não pode se limitar a reproduzir modelos tradicionais. Ele deve ser instrumento de transformação, diálogo e pacificação social. Estar aberto à mudança de pensamento e à inovação é essencial para construir um sistema de justiça mais justo, eficiente e humano.
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros. A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
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