A nova era do consumo pela Inteligência Artificial redefine estratégias e desafia empresas a se reinventarem
A forma como as pessoas consomem produtos e serviços está passando por uma transformação profunda impulsionada pela Inteligência Artificial (IA). Algoritmos que recomendam compras, assistentes virtuais que personalizam ofertas em tempo real e análises preditivas que antecipam desejos do consumidor já fazem parte do cotidiano — e tendem a se intensificar nos próximos anos.
Para o Prof. Me. Edson Fávero Junior, Coordenador Adjunto de Área – Comunicação e Design do Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), essa mudança inaugura uma verdadeira nova era do consumo, na qual dados, tecnologia e experiência do cliente passam a ser o centro das decisões estratégicas das empresas.
“A Inteligência Artificial está mudando não apenas como as empresas vendem, mas como elas entendem o consumidor. Estamos saindo de um modelo de comunicação em massa para um consumo cada vez mais personalizado, preditivo e orientado por dados”, afirma o professor.
Do consumidor médio ao consumidor único
Segundo Fávero Junior, o principal impacto da IA no consumo está na hiperpersonalização. Plataformas digitais já conseguem analisar histórico de compras, navegação, localização e preferências para oferecer produtos, preços e experiências sob medida.
“Cada consumidor passa a ser tratado como um mercado individual. Isso muda completamente o marketing, o design de produtos, a comunicação e até a logística”, explica.
Essa lógica também altera a relação entre marcas e clientes: o atendimento se torna mais rápido, automatizado e disponível 24 horas por dia, enquanto decisões de compra passam a ser influenciadas por sistemas inteligentes.
Como as empresas devem se preparar
Para o especialista da Fundação Santo André, a adoção da IA no consumo não é mais opcional. Empresas que não se adaptarem correm o risco de perder competitividade em um mercado cada vez mais digital.
Entre os principais pontos de preparação, ele destaca:
- Investir em dados e tecnologia – estruturar bases de dados confiáveis e adotar ferramentas de análise e automação;
- Capacitar equipes – formar profissionais capazes de trabalhar com IA, interpretação de dados e experiência do usuário;
- Rever estratégias de comunicação – abandonar campanhas genéricas e apostar em mensagens personalizadas e interativas;
- Garantir ética e transparência – respeitar a privacidade, a proteção de dados e o uso responsável da tecnologia.
“Não basta adotar tecnologia. É preciso repensar processos, cultura organizacional e a forma como a empresa se relaciona com seus públicos”, ressalta.
Um mercado em rápida transformação
A tendência, segundo o professor, é que o mercado se torne cada vez mais dinâmico, competitivo e orientado por inteligência digital. Áreas como varejo, serviços financeiros, saúde, educação e entretenimento já sentem os efeitos da automação e das recomendações inteligentes.
Novos perfis profissionais também ganham espaço, como especialistas em dados, experiência do cliente, design de interação e ética em IA, enquanto modelos tradicionais de consumo tendem a perder força.
Formação conectada ao futuro
Na avaliação de Fávero Junior, esse cenário reforça o papel das instituições de ensino superior na formação de profissionais preparados para essa nova realidade. Na Fundação Santo André, a integração entre comunicação, design, tecnologia e inovação faz parte da estratégia para alinhar ensino e mercado.
“A nova era do consumo exige profissionais criativos, analíticos e éticos, capazes de unir tecnologia e sensibilidade humana. Esse é o grande desafio — e também a grande oportunidade — do nosso tempo”, conclui.
Informações institucionais
O Centro Universitário Fundação Santo André, Fundação Pública Municipal, tem mais de 70 anos, 100.000 alunos formados e conta com mais de 100 laboratórios, tem NOTA MÁXIMA 5 institucional junto ao MEC e conta com cursos na área de Direito, Negócios, Engenharia, Arquitetura, Química, Ciência da Computação, Ciência de Dados e IA, TI, Psicologia, Biomedicina dentre outros. A Fundação Santo André conta com diversos programas de bolsa de estudos com o intuito de democratizar o ensino superior do País.
Mais informações: https://www.fsa.br/vestibular