Entrei na Fundação Santo André em 1968. Naquela época o espaço ainda estava nascendo: havia apenas um jatobá no pátio e muita terra por fazer. Trabalhei como motorista da Casa Amarela para a diretoria, e ao longo dos anos acompanhei a transformação do campus, das árvores que plantei aos rostos que se tornaram família.
Memórias do começo
Quando cheguei, não havia a paisagem que vemos hoje. Tudo foi construído com trabalho manual e paciência. Lembro dos pequenos mudos trazidos da horta da prefeitura. Eles cresceram, viraram sombra e marcaram o início de uma história que eu tive o privilégio de acompanhar de perto.
Meu trabalho e como ele mudou
Minha função foi, por muitos anos, a de motorista. Era o motorista da Casa Amarela, responsável por levar e trazer documentos, professores e membros da diretoria. No começo tínhamos apenas um carro, que eu dividia com o reitor e os serviços gerais. Mais tarde compraram outro veículo exclusivo para o reitor.
Quando a posição de motorista foi extinta, passei a atuar como inspetor estudantil, o que na época chamavam de Bethel. Depois fui trabalhar como auxiliar de limpeza na Faeng, e por fim na gráfica antes da aposentadoria. Mesmo aposentado, continuei vinculado à Fundação por bastante tempo.

Transformação do campus
O que me chamou atenção foi ver como o campus floresceu. Eu mesmo plantei muitas das gramas que hoje cobrem os jardins. Os primeiros tijolos do espaço foram assentados por pessoas que acreditavam em um projeto maior. Com o tempo, árvores que eu ajudei a levar para cá se tornaram referência do lugar.
“Eu plantei só essas gramas; já tinha jatobá aqui, né?”

Pessoas, amizades e histórias
Trabalhar ali significava conviver com gente muito bem formada e com experiência. Não tenho formação universitária, mas aprendi demais só por ouvir. Conheci professores, diretores e colegas que me ensinaram humildemente. Havia cumplicidade com o comprador, com a secretária e com quem estivesse por perto.
Vi muitos começar em funções simples e seguir carreira na Fundação. Gente que entrou como guarda, como office boy, e hoje ocupa cargos importantes. Para mim, a Fundação foi pai e mãe. O que conquistei veio dali.
O legado que fica
O que mais levo dessa experiência é o sentimento de pertencimento. A Fundação ofereceu trabalho, aprendizado e amizades. As histórias que vivi ali mostram como instituições se constroem com pessoas pequenas gestos diários: buscar um documento, plantar um viveiro, atender com respeito.
Mesmo sem ser rico, sinto que o que tenho hoje nasceu daquela dedicação. E ver ex-colegas ainda por ali, depois de tantos anos, confirma que plantamos mais do que árvores. Plantamos raízes.
Momentos que ficam
- Plantio das mudas trazidas da prefeitura e transformadas em árvores do campus.
- Rotina como motorista compartilhando um carro com o reitor e fazendo as rotas do dia a dia.
- Relações de trabalho que viraram amizade e que marcaram carreiras na Fundação.
- Transições de função, da direção aos serviços gerais até a aposentadoria.
Perguntas frequentes
Quando você começou a trabalhar na Fundação Santo André?
Comecei em 1968 e permaneci vinculado à Fundação por muitos anos, trabalhando em diferentes funções até a aposentadoria.
Qual foi sua principal função durante a maior parte do tempo?
Minha principal função foi a de motorista da Casa Amarela, atendendo a diretoria e participando das rotinas administrativas e externas.
Como o campus mudou desde então?
O campus cresceu muito. Onde havia apenas um jatobá hoje existem jardins, árvores plantadas e construções que foram feitas com trabalho manual e muito empenho das equipes iniciais.
O que a Fundação representou para você?
A Fundação foi como família. Ofereceu trabalho, aprendizado e oportunidades. O que conquistei na vida veio desse lugar e das pessoas que ali encontrei.
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