Mpox reacende alerta global e destaca papel do biólogo na infectologia e no estudo da transmissão
A mpox, doença viral que ganhou destaque internacional nos últimos anos, voltou ao centro das discussões em saúde pública diante de novos registros em diferentes países. Embora o cenário atual seja de monitoramento e controle, especialistas reforçam a importância da vigilância epidemiológica, da informação qualificada e do papel estratégico dos profissionais da área biológica.
Para o Prof. Dr. José Luiz Laporta, coordenador do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Fundação Santo André, compreender a dinâmica da mpox é fundamental para evitar desinformação e fortalecer estratégias de prevenção.
“A mpox é uma doença viral que exige acompanhamento científico constante. O controle depende da vigilância, da identificação correta dos casos e da compreensão dos mecanismos de transmissão. Nesse contexto, o biólogo exerce papel essencial na pesquisa, na análise epidemiológica e no estudo dos vetores e reservatórios envolvidos”, explica o professor.
O que é a mpox e como ocorre a transmissão viral?
A mpox é causada por um vírus da família Orthopoxvirus, a mesma da varíola. A transmissão ocorre principalmente por:
- contato direto com lesões ou fluidos corporais de pessoas infectadas;
- contato próximo e prolongado;
- objetos contaminados;
- em alguns contextos, possível interação com reservatórios animais.
Os sintomas incluem febre, dor no corpo, aumento de linfonodos e lesões cutâneas características. A maioria dos casos apresenta evolução benigna, mas a doença exige atenção, especialmente em grupos mais vulneráveis.
Mpox e papel do biólogo na infectologia e na pesquisa científica
Segundo o Prof. Laporta, o trabalho do biólogo vai muito além do laboratório. Entre as principais contribuições do profissional de Ciências Biológicas estão:
- estudo do comportamento e da evolução viral;
- análise de cadeias de transmissão;
- investigação de reservatórios e possíveis vetores;
- apoio à formulação de políticas públicas de saúde;
- produção e divulgação de conhecimento científico confiável.
“O biólogo atua na base da compreensão científica da doença. É ele quem investiga a origem, as mutações, os padrões de disseminação e contribui para estratégias de controle. A formação sólida em biologia é essencial para enfrentar doenças emergentes e reemergentes”, ressalta.
Vetores, reservatórios e vigilância
Embora a mpox seja predominantemente transmitida por contato humano direto, a investigação de possíveis reservatórios animais é uma área relevante da pesquisa biológica. A análise ecológica e epidemiológica permite compreender como vírus circulam em populações humanas e não humanas.
Esse conhecimento é decisivo para prevenir surtos e reduzir riscos futuros, especialmente em um contexto global marcado por:
- maior mobilidade internacional;
- mudanças ambientais;
- expansão urbana;
- interação crescente entre humanos e fauna silvestre.
Ciência, prevenção e informação
O coordenador destaca que a melhor forma de enfrentar doenças como a mpox é por meio de informação baseada em evidências científicas.
“É fundamental combater a desinformação. A ciência trabalha com dados, protocolos e estudos contínuos. Investir na formação de profissionais qualificados, como biólogos, fortalece a capacidade de resposta da sociedade a desafios sanitários”, afirma.
Formação em Ciências Biológicas para enfrentar doenças emergentes
No curso de Ciências Biológicas da Fundação Santo André, a formação contempla conteúdos de microbiologia, virologia, ecologia e saúde pública, preparando o estudante para atuar em pesquisa, vigilância sanitária, laboratórios, órgãos ambientais e instituições de saúde.
Diante de cenários epidemiológicos dinâmicos, a atuação do biólogo torna-se cada vez mais estratégica para compreender, prevenir e mitigar riscos à saúde coletiva.