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Uso de inteligência artificial nas empresas: IA não está falhando

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IA não está falhando – empresas ainda não sabem usar inteligência artificial

Você provavelmente já ouviu alguém dizer:
“O uso de inteligência artificial nas empresas não tem dado certo.”

Essa frase está cada vez mais comum em empresas de todos os portes. E ela carrega uma conclusão implícita perigosa: a de que a tecnologia ainda não está pronta.

Mas e se o problema não for a inteligência artificial?
E se o problema for como ela está sendo usada nas empresas?

A ilusão de que “IA não deu certo”

Hoje, a maioria das empresas já utiliza algum tipo de inteligência artificial.

Mas existe um dado que merece atenção: apenas uma pequena parcela dessas organizações considera que a implementação foi realmente bem-sucedida.

Isso revela algo importante:

A IA está sendo adotada, mas não está sendo bem aproveitada.

E isso acontece por um motivo simples: muitas empresas confundem uso de inteligência artificial com geração de resultado.

Usar inteligência artificial não significa gerar valor

Abrir o ChatGPT.
Testar uma ferramenta.
Automatizar uma tarefa simples.

Nada disso, por si só, transforma um negócio.

Na prática, o que vemos em muitas organizações é um padrão: times experimentam ferramentas e algumas tarefas ficam mais rápidas, mas o processo como um todo continua o mesmo.

Ou seja: A inteligência artificial entra na empresa, mas o modelo de trabalho não muda.

E quando isso acontece, o impacto é limitado.

O verdadeiro problema não é tecnológico

Existe uma percepção comum de que os principais desafios da inteligência artificial são técnicos.

Mas, na realidade, os maiores obstáculos são outros:

  • Falta de direcionamento estratégico;
  • Baixa maturidade no uso de dados;
  • Processos não adaptados;
  • Resistência cultural;
  • Lideranças que ainda não sabem como extrair valor da tecnologia.

Em outras palavras:

O problema da inteligência artificial não é a tecnologia.
É a forma como a empresa pensa.

A IA não transforma empresas. Pessoas transformam empresas com IA

A inteligência artificial não chega pronta para resolver tudo.

Ela precisa ser:

  • Direcionada;
  • Integrada;
  • Questionada;
  • Avaliada.

Sem isso, ela vira apenas mais uma ferramenta.

Com isso, ela se torna um diferencial competitivo.

O erro mais comum: começar pela ferramenta

Muitas empresas começam sua jornada em inteligência artificial pela pergunta errada:

“Qual ferramenta devemos usar?”

Mas a pergunta correta é outra:

“Qual problema queremos resolver e como a inteligência artificial pode ajudar nisso?”

Quando a ordem é invertida, o resultado muda completamente.

O que as empresas que têm sucesso com IA fazem diferente?

As organizações que conseguem extrair valor real da inteligência artificial compartilham algumas características:

  • Começam pelo problema, não pela tecnologia;
  • Integram a IA aos processos, não apenas às tarefas;
  • Trabalham com dados estruturados e confiáveis;
  • Desenvolvem pensamento crítico sobre os resultados;
  • Envolvem a liderança na transformação.

Perceba que nenhum desses pontos é puramente técnico.

Inteligência artificial exige uma nova forma de pensar

A chegada da inteligência artificial não é apenas uma evolução tecnológica.

Ela exige uma mudança mais profunda; uma mudança na forma de tomar decisões.

Isso significa:

  • Questionar respostas automáticas
  • Entender limitações dos modelos
  • Avaliar riscos
  • Saber quando confiar e quando não confiar

E, principalmente: saber transformar informação em ação.

O verdadeiro diferencial competitivo

No cenário atual, a tecnologia está cada vez mais acessível.

O que diferencia empresas e profissionais não é mais ter acesso à inteligência artificial.

É saber: como usar, quando usar e para quê usar.

E isso não se aprende apenas testando ferramentas.

Conclusão: a IA não falhou, o modelo mental precisa evoluir

Se a inteligência artificial ainda não trouxe os resultados esperados na sua empresa, talvez a pergunta não seja:

“Por que a IA não funciona?”

Mas sim:

“Estamos usando a inteligência artificial da maneira certa?”

Porque, no fim, a tecnologia já está pronta.

O que ainda está em construção é a forma como as organizações pensam, decidem e operam com ela.

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Se você quer entender como aplicar inteligência artificial de forma estratégica, vale dar o próximo passo.

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Porque usar IA é fácil, o diferencial está em usar com estratégia, propósito e impacto.

Prof. Me. Regis Pasini

Doutorando em Engenharia Elétrica pela UNICAMP, com mestrado em Mecatrônica pela Escola Politécnica da USP, pós-graduação em Administração de Empresas e graduação em Engenharia Mecânica pela FAAP. Atua como coordenador adjunto de Processos e Sistemas no Centro Universitário Fundação Santo André, onde também é professor nos cursos de Arquitetura e Engenharias. É coordenador dos MBAs em Data Science Analytics e Inteligência Artificial Aplicada. Possui experiência em Engenharia Mecânica e Automação Industrial, com interesse em educação em engenharia, inteligência artificial, educação empreendedora, robótica, automação industrial, processos de produção, processamento de imagens e metrologia.

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