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📷 Acervo institucional FSA

Acessibilidade na faculdade: apoios e inclusão no ensino superior

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Acessibilidade na faculdade: o que observar e quais apoios podem fazer parte da vida universitária?

⏱️ Tempo de leitura: 8 minutos.

Quando se fala em acessibilidade na faculdade, a primeira imagem que pode surgir é a de uma rampa ao lado de uma escada. Ela é importante, mas representa apenas uma das situações em que uma barreira pode dificultar a participação de um estudante.

Acessibilidade também envolve conseguir entrar em uma sala, circular pelo campus, compreender uma informação, acessar materiais digitais, acompanhar uma aula, realizar uma avaliação e participar das diferentes atividades acadêmicas com autonomia e segurança.

A Lei Brasileira de Inclusão reconhece diferentes tipos de barreiras, incluindo as arquitetônicas, urbanísticas, relacionadas aos transportes, à comunicação e informação, às tecnologias e também às atitudes e comportamentos que dificultam a participação das pessoas com deficiência.

Por isso, se você está escolhendo uma faculdade, também pode observar como a instituição organiza seus espaços, seus serviços acadêmicos e os canais utilizados para identificar e reduzir essas barreiras.

Resposta rápida: o que é acessibilidade na faculdade?

Acessibilidade na faculdade é o conjunto de condições que permite que estudantes utilizem espaços, informações, tecnologias, serviços e atividades acadêmicas com autonomia, segurança e participação.

Isso pode envolver rampas e rotas acessíveis, materiais em formatos adequados, recursos de tecnologia assistiva, adaptações em avaliações, orientação pedagógica e mudanças em processos ou ambientes que estejam criando barreiras.

As necessidades não são iguais para todos os estudantes. Algumas situações podem exigir acompanhamento individual, enquanto outras apontam para mudanças capazes de melhorar a experiência de várias pessoas.

Acessibilidade não está apenas na arquitetura

Uma escada sem alternativa de acesso é uma barreira relativamente fácil de identificar.

Outras podem ser menos evidentes para quem não depende de determinado recurso.

Uma plataforma incompatível com tecnologias assistivas pode dificultar o acesso ao conteúdo. Uma informação apresentada de uma única maneira pode limitar sua compreensão por alguns estudantes. Uma atividade acadêmica pode precisar de ajustes para permitir formas adequadas de participação. Preconceitos e comportamentos também podem criar obstáculos mesmo quando a estrutura física está disponível.

Pensar em acessibilidade no Ensino Superior, portanto, exige observar diferentes momentos da rotina acadêmica.

Que tipos de barreira podem aparecer na faculdade?

As situações variam conforme a pessoa, o curso e as atividades realizadas, mas alguns exemplos ajudam a tornar o assunto mais concreto.

Barreiras físicas e arquitetônicas

Estão relacionadas ao acesso e à circulação pelos ambientes.

Entradas, escadas, portas, mobiliário, sanitários, laboratórios, bibliotecas e auditórios precisam considerar pessoas com diferentes condições de mobilidade.

Essas questões não aparecem apenas na entrada da instituição. Um estudante pode conseguir chegar ao campus e ainda encontrar uma barreira para participar de determinada atividade acadêmica.

Barreiras de comunicação e informação

A informação também precisa ser acessível.

Dependendo da necessidade apresentada, podem ser utilizados recursos como Libras, Braille, caracteres ampliados, comunicação alternativa e tecnologias assistivas.

A própria legislação brasileira trata acessibilidade também como uma condição relacionada à informação, comunicação e tecnologia, e não apenas ao espaço físico.

Barreiras digitais

Portal acadêmico, ambiente virtual de aprendizagem, biblioteca digital, documentos, vídeos e sistemas de inscrição fazem parte da rotina de muitos estudantes.

Quando um recurso digital não funciona adequadamente com determinada tecnologia assistiva, por exemplo, a tecnologia também pode se tornar uma barreira.

Essa discussão ganhou ainda mais espaço à medida que atividades acadêmicas passaram a depender de plataformas digitais para materiais, exercícios, comunicação e avaliações.

Barreiras relacionadas ao ensino e à avaliação

Alguns estudantes podem precisar de adaptações para conseguir participar de uma atividade ou demonstrar o que aprenderam.

Na Fundação Santo André, essas necessidades podem ser avaliadas pelo Núcleo de Apoio Psicossociopedagógico, o NAPSI. Conforme o caso, as adaptações de avaliações podem envolver recursos como tempo ampliado, realização da prova em sala separada ou presença de ledor.

O tipo de adaptação depende da necessidade identificada e é analisado pelo núcleo.

Barreiras atitudinais

Nem todo obstáculo está em um prédio ou sistema.

A Lei Brasileira de Inclusão também reconhece as barreiras atitudinais, relacionadas a atitudes ou comportamentos que prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições.

Isso significa que acessibilidade também envolve a maneira como as pessoas convivem, comunicam-se e organizam atividades coletivas.

Adaptar uma atividade não significa diminuir aquilo que precisa ser aprendido

Uma dúvida que pode aparecer quando se fala em acessibilidade acadêmica é se adaptar uma prova ou atividade significa torná-la mais fácil.

Não necessariamente.

O objetivo de uma adaptação é criar condições para que uma barreira não impeça o estudante de demonstrar aquilo que aprendeu.

Na FSA, o NAPSI centraliza a avaliação das adaptações de provas e pode discutir a situação com a coordenação do curso. Depois da análise, os setores responsáveis recebem as orientações necessárias para que o procedimento ocorra de maneira organizada.

O conteúdo e as competências acadêmicas avaliadas podem permanecer os mesmos, ainda que a forma de realização da atividade precise considerar uma necessidade específica.

Quando procurar apoio?

Não é necessário esperar que uma dificuldade se acumule ao longo do semestre.

Se uma barreira estiver interferindo na participação em aulas, avaliações ou outras atividades, procurar orientação permite compreender quais caminhos estão disponíveis.

Na FSA, o acesso ao NAPSI pode acontecer por iniciativa do próprio estudante, por encaminhamento da coordenação ou de professores e, entre ingressantes com demandas de acessibilidade, também pelo Sucesso do Aluno/SGA.

Quem já conhece uma necessidade antes de começar as aulas também pode comunicar a instituição, facilitando a organização dos encaminhamentos necessários.

Como o NAPSI atua na FSA?

O NAPSI, Núcleo de Apoio Psicossociopedagógico, é uma das frentes de apoio aos estudantes da Fundação Santo André.

O núcleo acompanha situações que podem afetar aprendizagem, participação acadêmica, permanência no curso e desenvolvimento no Ensino Superior. Sua atuação envolve acolhimento, escuta, esclarecimento e suporte.

O estudante pode procurar orientação em situações relacionadas a dificuldades de aprendizagem, organização e estratégias de estudo, necessidades específicas, transtornos de aprendizagem, questões emocionais que estejam afetando a vida acadêmica e acessibilidade ao ensino e à avaliação.

O trabalho também envolve professores, coordenadores e profissionais administrativos. O NAPSI pode orientar esses públicos, apoiar a definição de estratégias pedagógicas e realizar encaminhamentos quando necessário.

Esse acompanhamento individual é uma parte da estrutura de acessibilidade. Outra frente olha para a instituição de maneira mais ampla.

NAPSI
📷 Acervo institucional FSA

A COPA ajuda a planejar e acompanhar a acessibilidade na FSA

A Fundação Santo André também conta com a COPA, Comissão Permanente de Acessibilidade.

A comissão foi instituída pelo Conselho Universitário em 2019 e reúne representantes de diferentes áreas da FSA, incluindo PROGRAD – Pró-Reitoria de Graduação, docentes, estudante, manutenção e infraestrutura e segurança do trabalho.

Entre suas atribuições estão elaborar propostas para o Plano de Acessibilidade da instituição, acompanhar sua implantação, atualizar esse planejamento ao longo do tempo e desenvolver ações de conscientização sobre o tema.

Essa composição ajuda a entender por que acessibilidade não pode ficar restrita a um único setor.

Uma necessidade pode envolver uma atividade pedagógica, um edifício, uma sinalização, uma plataforma, um processo administrativo ou a maneira como determinada informação é comunicada.

Por isso, enquanto o NAPSI está próximo do acompanhamento das necessidades apresentadas pelos estudantes, a COPA trabalha também no planejamento institucional das ações de acessibilidade.

E como o estudante pode apontar melhorias para a faculdade?

Aqui entra outra estrutura importante da FSA: a CPA, Comissão Própria de Avaliação.

A CPA é responsável pela avaliação interna da instituição e coleta a percepção de alunos, professores e funcionários sobre diferentes aspectos da Fundação Santo André. Os resultados são utilizados para orientar melhorias nos cursos, na infraestrutura e nos processos internos.

Isso significa que o estudante também pode participar da identificação de situações que precisam ser melhoradas.

Se percebe uma dificuldade relacionada à infraestrutura, à sinalização, ao acesso a determinados espaços ou a outras condições da experiência acadêmica, as pesquisas da CPA constituem um dos canais pelos quais essas percepções podem chegar à avaliação institucional. As pesquisas abrangem temas relacionados à infraestrutura, às políticas acadêmicas e à gestão.

A participação da comunidade permite que a instituição enxergue situações que nem sempre são percebidas da mesma maneira por quem planeja um espaço ou processo.

Avaliações da CPA já contribuíram para melhorias de acessibilidade

A própria FSA apresenta exemplos das mudanças realizadas a partir dos resultados da avaliação institucional na seção “Você pediu, a FSA fez via CPA”.

Entre essas ações estão adequações em sinalizações e acessibilidade em todo o campus, além de melhorias em laboratórios, infraestrutura de tecnologia, Moodle e outros serviços utilizados pela comunidade acadêmica.

É um exemplo interessante porque mostra que responder à CPA não serve apenas para produzir um relatório.

As informações reunidas ajudam gestores e lideranças a identificar prioridades e acompanhar pontos que precisam ser aprimorados. A própria página da Comissão afirma que os resultados das pesquisas são utilizados nas melhorias das atividades, dos processos de ensino e aprendizagem e da infraestrutura da FSA.

O estudante, nesse processo, deixa de aparecer somente como alguém que recebe um serviço. Sua experiência também ajuda a indicar onde estão as barreiras e quais aspectos da instituição podem ser revistos.

NAPSI, COPA e CPA fazem a mesma coisa?

Não. As três frentes possuem funções diferentes, embora possam se encontrar quando o assunto é acessibilidade.

O NAPSI acompanha demandas relacionadas à aprendizagem, à participação acadêmica, à avaliação e às necessidades específicas dos estudantes.

A COPA atua no planejamento e acompanhamento institucional das ações de acessibilidade e do respectivo plano da FSA.

A CPA realiza a avaliação institucional e coleta a percepção de alunos, professores e funcionários, produzindo informações que ajudam a orientar melhorias em processos, cursos e infraestrutura.

Na prática, isso cria diferentes caminhos para lidar com uma mesma questão.

Um estudante pode precisar de uma adaptação específica em uma avaliação, identificar uma barreira recorrente no campus ou perceber uma oportunidade de melhoria que poderia beneficiar outras pessoas. Cada situação pode exigir um encaminhamento diferente.

A infraestrutura também faz parte desse trabalho

Alguns recursos de acessibilidade podem ser percebidos diretamente nos espaços utilizados pelos estudantes.

Na Biblioteca da FSA, por exemplo, existe rampa de acesso na entrada, as estantes seguem orientações voltadas à circulação de pessoas com dificuldade de mobilidade ou deficiência visual e o acervo conta com livros em Braille e com letras ampliadas.

São exemplos concretos de como decisões sobre arquitetura, mobiliário e acervo podem interferir na possibilidade de utilização de um mesmo espaço por pessoas com necessidades diferentes.

Uma rampa da Casa Amarela também conta uma história sobre acesso

Existe ainda um exemplo bastante diferente dentro do próprio campus.

A Casa Amarela, atual sede da Reitoria da Fundação Santo André, possui uma rampa ligando diferentes níveis da construção. No artigo dedicado à história do edifício, a Profa. Ana Lara Bueno explica que a família Murray tinha um filho com dificuldade de locomoção e que a rampa teria sido criada para facilitar sua participação nas atividades realizadas no antigo Sítio Tangará.

Estamos falando de uma construção das primeiras décadas do século XX, muito anterior às atuais legislações e normas técnicas sobre acessibilidade.

Essa solução histórica não deve ser comparada diretamente às exigências contemporâneas, mas ajuda a perceber uma questão que permanece atual: a maneira como um espaço é projetado interfere diretamente em quem consegue utilizá-lo.

Acessibilidade também é assunto de Arquitetura, Educação, Psicologia e Tecnologia

A acessibilidade envolve diferentes áreas profissionais.

Na Arquitetura e no Urbanismo, por exemplo, um dos conceitos importantes é o desenho universal. A Lei Brasileira de Inclusão o define como a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços destinados a serem usados pelo maior número possível de pessoas sem necessidade de projeto específico, incluindo recursos de tecnologia assistiva.

Na Educação e na Psicologia, o assunto aparece nas estratégias de aprendizagem, nas relações sociais e nas formas de participação acadêmica.

Na tecnologia, envolve interfaces, plataformas, documentos e recursos digitais que possam ser utilizados por pessoas com diferentes necessidades.

Por isso, a construção de ambientes acessíveis costuma exigir conhecimentos e decisões vindos de várias áreas.

Por que falar sobre acessibilidade em 21 de agosto?

De 21 a 28 de agosto é realizada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

A data foi instituída pela Lei nº 13.585/2017 e busca ampliar a conscientização sobre inclusão social e sobre o enfrentamento ao preconceito e à discriminação.

No ambiente universitário, essa discussão pode ser aproximada de situações bastante concretas: chegar à sala de aula, utilizar um laboratório, acessar um conteúdo, realizar uma avaliação, acompanhar uma plataforma digital, participar de um projeto ou conseguir comunicar uma barreira que precisa ser revista.

A semana funciona como oportunidade para ampliar essa conversa, mas a acessibilidade faz parte da rotina acadêmica durante todo o ano.

Uma faculdade acessível também precisa ouvir quem utiliza seus espaços

Uma instituição de ensino reúne edifícios, laboratórios, salas de aula, sistemas digitais, atividades pedagógicas e diferentes formas de convivência. Nenhum setor consegue observar sozinho todas as barreiras que podem surgir nesse conjunto.

Na FSA, as estruturas se complementam.

O NAPSI acompanha necessidades relacionadas à aprendizagem e à participação acadêmica. A COPA trabalha no planejamento das ações institucionais de acessibilidade. A CPA oferece à comunidade acadêmica um espaço de avaliação que permite apontar aspectos da instituição que precisam ser aprimorados.

E há algo importante nessa organização: o estudante participa tanto quando busca apoio para uma necessidade própria quanto quando compartilha sua percepção sobre o campus e contribui para melhorias que podem beneficiar outras pessoas.

Se você está pesquisando onde fazer sua graduação, conhecer a grade e os laboratórios é importante, mas também é interessante observar quais estruturas acompanham o estudante ao longo da formação.

Na Fundação Santo André, serviços de apoio, comissões institucionais e processos de avaliação fazem parte dessa estrutura. Conheça os cursos de graduação da FSA e as diferentes possibilidades de formação disponíveis.

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