FSA apresenta quatro trabalhos no COBENGE 2026 e participa de debates sobre formação em Engenharia
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Inteligência Artificial aplicada ao ensino, planejamento pedagógico, formação sociotécnica e projetos de extensão desenvolvidos com entidades públicas estiveram entre os temas levados pela Fundação Santo André ao COBENGE 2026 – Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia.
A FSA participou do congresso com uma delegação formada por docentes de diferentes cursos de Engenharia e apresentou quatro trabalhos relacionados a experiências, pesquisas e práticas acadêmicas desenvolvidas na instituição.
Promovido pela ABENGE – Associação Brasileira de Educação em Engenharia, o COBENGE reúne professores, pesquisadores, gestores acadêmicos e profissionais para discutir temas ligados à formação de engenheiros no Brasil, incluindo novas tecnologias, metodologias de ensino, sustentabilidade e aproximação entre universidade e sociedade.
Seis docentes de diferentes Engenharias participaram do COBENGE 2026
A participação da Fundação Santo André reuniu professores de diferentes áreas (respectivamente na foto):

- Prof. Me. Régis Pasini, Coordenador Adjunto dos cursos de Engenharia de Computação e Engenharia de Software;
- Profa. Dra. Edith Marie Malateaux de Souza, da Coordenadora Adjunta dos cursos de Engenharia de Materiais, Engenharia Química e Química;
- Porfa. Dra. Lilian Kátia de Oliveira, Coordenadora Adjunta do curso de Engenharia de Produção;
- Profa. Me. Fátima Alves Tostes, Coordenadora Adjunta do curso de Engenharia Civil;
- Prof. Me. Mário Gonçalves Garcia Júnior, Coordenador Acadêmico de Área, de Engenharias, Arquitetura e Química;
- Prof. Dr. Jeferson Afonso Lopes de Souza, Coordenador Adjunto dos cursos de Engenharia Industrial (Engenharia Mecânica, Engenharia Eletrônica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Mecatrônica).
A presença de docentes de diferentes cursos permite que experiências desenvolvidas em contextos distintos da Engenharia façam parte das discussões sobre ensino, tecnologia e formação profissional.
Ao mesmo tempo, o congresso cria espaço para que os professores conheçam pesquisas e práticas adotadas por outras instituições de Ensino Superior.
Para o Prof. Me. Mário Gonçalves Garcia Júnior, essa circulação de experiências é uma das contribuições da participação no evento:
O COBENGE é o principal espaço de discussão sobre a formação dos engenheiros brasileiros. A participação de nossos docentes demonstra o compromisso da Fundação Santo André com a melhoria contínua da qualidade do ensino, incorporando metodologias inovadoras, novas tecnologias e experiências que aproximam cada vez mais a graduação das necessidades da indústria e da sociedade.
Quais trabalhos da FSA foram apresentados no COBENGE 2026?
A participação da Fundação Santo André incluiu quatro trabalhos:
Ecossistema institucional de IA generativa no Centro Universitário Fundação Santo André
O trabalho aborda a presença da Inteligência Artificial generativa no ambiente acadêmico da FSA, colocando em discussão como essas tecnologias passam a fazer parte das atividades de uma instituição de Ensino Superior.
O tema ganha espaço justamente em um momento em que professores e estudantes começam a utilizar ferramentas de IA em diferentes etapas da formação, da pesquisa ao desenvolvimento de projetos.
Ciências Sociais e Humanidades na formação sociotécnica: barreiras curriculares e aproximações com práticas regenerativas
Outro trabalho apresentado discute a presença das Ciências Sociais e Humanidades na formação em Engenharia e as barreiras curriculares encontradas para aproximar diferentes campos do conhecimento.
A proposta amplia uma discussão importante para os cursos de Engenharia: a formação profissional não envolve apenas conhecimentos técnicos, mas também a compreensão dos contextos sociais, humanos e ambientais nos quais as soluções são desenvolvidas.
Assistente de IA baseado na Taxonomia de Bloom revisada para apoio ao planejamento pedagógico em cursos de Engenharia
A Inteligência Artificial também aparece em um segundo trabalho, desta vez relacionada diretamente ao planejamento das atividades de ensino.
A pesquisa apresenta um assistente de IA baseado na Taxonomia de Bloom revisada, referência utilizada para organizar objetivos de aprendizagem em diferentes níveis de complexidade.
Nesse contexto, a tecnologia é investigada como ferramenta de apoio ao planejamento pedagógico dos cursos de Engenharia.
Experiências de projetos de extensão junto a entidades públicas desenvolvidos na Faculdade de Engenharia da Fundação Santo André
O quarto trabalho leva ao congresso experiências relacionadas à extensão universitária desenvolvida em parceria com entidades públicas.
Na extensão, conhecimentos trabalhados na graduação são colocados em contato com demandas encontradas fora da sala de aula. Para estudantes de Engenharia, isso pode envolver levantamento de necessidades, elaboração de propostas, desenvolvimento de soluções, testes e apresentação dos resultados.
Esse tipo de experiência também aparece em outras iniciativas acadêmicas da FSA. No SAPEX – Simpósio de Atividades de Pesquisa e Extensão, por exemplo, estudantes apresentam projetos desenvolvidos em pesquisa e extensão ao longo da graduação.
Inteligência Artificial aparece em diferentes momentos da formação
Entre os quatro trabalhos apresentados pela FSA, dois abordam diretamente a Inteligência Artificial.
Mas eles olham para a tecnologia de maneiras diferentes.
Um discute o desenvolvimento de um ecossistema institucional de IA generativa. O outro investiga um assistente voltado ao planejamento pedagógico em Engenharia.
Essa diferença ajuda a perceber como a IA pode aparecer em diferentes partes da vida acadêmica.
Ela pode ser objeto de estudo, ferramenta utilizada em projetos, apoio a atividades pedagógicas ou tecnologia empregada posteriormente pelo profissional no mercado.
Nos cursos de Engenharia, a relação com tecnologias digitais também aparece em áreas como automação, análise de dados, manufatura, logística e desenvolvimento de sistemas.
O artigo Como a tecnologia está mudando o trabalho nas empresas? mostra como essas mudanças já aparecem em diferentes setores e profissões.
Engenharia também envolve compreender os problemas antes de desenvolver soluções
Um dos trabalhos apresentados chama atenção justamente para a relação entre conhecimentos técnicos e as Ciências Sociais e Humanidades.
Essa discussão ajuda a lembrar que um projeto de Engenharia dificilmente existe isolado.
Uma obra interfere na circulação de uma cidade. Uma solução energética possui consequências econômicas e ambientais. Um sistema de automação altera processos de trabalho. Uma tecnologia criada para determinado público precisa considerar quem conseguirá utilizá-la.
Por isso, formar um engenheiro também envolve desenvolver a capacidade de analisar problemas em seus diferentes contextos.
No material apresentado para a participação no COBENGE, o Prof. Mário Garcia destaca que as mudanças relacionadas à digitalização, à automação e à Inteligência Artificial vêm modificando as competências utilizadas pelos profissionais da área.
Projetos e pesquisa também fazem parte da graduação
Para quem ainda está escolhendo uma faculdade, a palavra “Engenharia” pode lembrar principalmente cálculos, laboratórios e disciplinas técnicas.
Tudo isso faz parte da formação, mas a graduação também pode incluir pesquisa, extensão, projetos interdisciplinares, desenvolvimento de protótipos e apresentação de trabalhos em eventos acadêmicos.
É justamente esse tipo de produção que chega a congressos como o COBENGE.
Um projeto desenvolvido dentro da universidade pode começar a partir de uma disciplina, de uma atividade de extensão ou de uma pergunta de pesquisa e, posteriormente, ser apresentado para professores e pesquisadores de outras instituições.
Para o estudante, esse processo também ajuda a desenvolver habilidades que não aparecem apenas em uma prova: pesquisar, organizar informações, documentar uma experiência, trabalhar em grupo e explicar uma solução para outras pessoas.
O que a participação em um congresso traz de volta para a universidade?
Apresentar um trabalho é apenas uma parte da participação em um congresso acadêmico.
Os professores também entram em contato com pesquisas desenvolvidas por outras instituições, acompanham discussões da área e compartilham experiências com docentes de diferentes regiões.
Segundo a comitiva da FSA que esteve no COBENGE 2026, o congresso reúne discussões relacionadas a temas como metodologias ativas, transformação digital, Inteligência Artificial, sustentabilidade, empreendedorismo, internacionalização e integração entre universidades e empresas.
Parte dessas discussões pode, posteriormente, aparecer em novas pesquisas, projetos e práticas adotadas nos cursos.
Como resume o Prof. Mário Garcia:
Participar do COBENGE significa estar conectado às principais discussões sobre o futuro da educação em Engenharia. Cada experiência compartilhada retorna para a sala de aula em forma de inovação.
Formação em Engenharia continua mudando junto com a profissão
Os quatro trabalhos apresentados pela FSA no COBENGE mostram perspectivas diferentes sobre essa formação.
Há uma discussão sobre Inteligência Artificial, outra sobre planejamento pedagógico, uma pesquisa relacionada à formação sociotécnica e um trabalho dedicado às experiências de extensão com entidades públicas.
São temas diferentes, mas que se encontram em uma mesma pergunta: como preparar estudantes de Engenharia para lidar com problemas que envolvem tecnologia, pessoas, organizações e sociedade?
Para quem está pesquisando uma graduação na área, observar os projetos, as pesquisas e as atividades desenvolvidas fora das disciplinas também pode ajudar a conhecer melhor o tipo de formação oferecida por uma instituição.
Se Engenharia está entre as áreas que você considera para o futuro, consulte os cursos de graduação da Fundação Santo André e conheça as diferentes possibilidades de formação.