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Gestão da Qualidade em Saúde: segurança e experiência do paciente

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Gestão da Qualidade em Saúde: como segurança e experiência do paciente caminham juntas

A gestão da qualidade em saúde é fundamental para garantir uma assistência segura, eficiente e humanizada. Hoje, a qualidade dos serviços não está ligada apenas à execução correta de procedimentos técnicos, mas também à segurança do paciente, à experiência do usuário e à melhoria contínua dos processos organizacionais. Segundo Mensor (2024), instituições que investem em práticas de qualidade apresentam melhores desfechos clínicos, maior satisfação dos pacientes e redução de eventos adversos.

Segurança do paciente e cultura organizacional

A segurança do paciente se tornou prioridade nos sistemas de saúde devido ao impacto dos erros assistenciais evitáveis. Nesse cenário, Gonzaga e Rodrigues (2023) destacam que práticas seguras dependem da implementação de protocolos, monitoramento contínuo e fortalecimento da cultura organizacional. Instituições que incentivam comunicação aberta, aprendizagem contínua e notificação de incidentes tendem a construir ambientes mais seguros e colaborativos.

Além disso, a cultura de segurança influencia diretamente o desempenho das equipes. Batalha, Borges e Melleiro (2024) demonstraram que ambientes organizacionais mais seguros estão associados à redução do burnout e à melhora da qualidade de vida dos profissionais de enfermagem, refletindo positivamente na assistência ao paciente. O monitoramento de eventos adversos também é essencial para identificar falhas sistêmicas e promover ações corretivas. Segundo Fortunato et al. (2025), o uso de indicadores assistenciais contribui significativamente para a prevenção de riscos e para a melhoria da qualidade dos serviços.

Experiência do paciente e humanização do cuidado

A experiência do paciente passou a ser reconhecida como um importante indicador de qualidade em saúde. Essa experiência envolve aspectos como acolhimento, empatia, comunicação, participação nas decisões terapêuticas e resolutividade do cuidado. De acordo com Mensor (2024), pacientes que vivenciam experiências positivas apresentam maior adesão ao tratamento e mais confiança nos profissionais de saúde.

A humanização do cuidado também desempenha papel central na experiência do paciente. Em ambientes de alta complexidade, torna-se essencial desenvolver práticas centradas nas necessidades físicas e emocionais dos indivíduos. Nesse contexto, a comunicação efetiva entre profissionais, pacientes e familiares é indispensável para reduzir falhas assistenciais e fortalecer o vínculo terapêutico.

Tecnologias e melhoria contínua na qualidade em saúde

Outro aspecto relevante é a incorporação de tecnologias digitais na gestão da qualidade. Monteiro et al. (2023) afirmam que prontuários eletrônicos, sistemas inteligentes e ferramentas digitais contribuem para o monitoramento da segurança e da satisfação do paciente. Além disso, Rezende et al. (2024) destacam que o uso dessas tecnologias favorece maior eficiência operacional e prevenção de falhas relacionadas ao cuidado.

A melhoria contínua depende também do acompanhamento de indicadores de desempenho e do engajamento das equipes multiprofissionais. Segundo Silva e Dewes (2025), o uso sistemático de métricas assistenciais permite identificar fragilidades organizacionais e implementar estratégias mais eficazes de gestão. Assim, a qualidade em saúde representa não apenas um objetivo administrativo, mas um compromisso ético com a segurança, a humanização e a excelência do cuidado.

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Referências

BATALHA, E. M. S. S.; BORGES, E. M. N.; MELLEIRO, M. M. Associação entre cultura de segurança do paciente e qualidade de vida profissional de trabalhadores de enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2024.Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/yh6hYdR4XVLXB5PpKZ3qLcL/?lang=pt [Acesso em 11. mai. 2026]

FORTUNATO, C. N. et al. Caracterização dos incidentes relacionados à assistência à saúde notificados no Brasil em 2023. Revista Sustinere, 2025. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/sustinere/article/view/83662 [Acesso em 11. mai. 2026]

GONZAGA, L. A. M.; RODRIGUES, V. A. S. Segurança do paciente: transformações práticas para alcance da qualidade e os desafios do gestor em saúde. Saúde Dinâmica, 2023. Disponível em: https://revista.faculdadedinamica.com.br/index.php/saudedinamica/article/view/193 [Acesso em 11. mai. 2026]

MENSOR, L. L. Valor em saúde e experiência do paciente: desafios e oportunidades da participação social para garantia da equidade no acesso a novas tecnologias em saúde. Boletim do Instituto de Saúde, 2024. Disponível em: https://acervomais.com.br/index.php/saude/article/view/14422 [Acesso em 11. mai. 2026]

REZENDE, N. E. H. et al. Benefícios e desafios tecnológicos para a experiência do paciente no contexto hospitalar. FACES Journal, 2024.Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/402888019_BENEFICIOS_E_DESAFIOS_TECNOLOGICOS_PARA_A_EXPERIENCIA_DO_PACIENTE_NO_CONTEXTO_HOSPITALAR [Acesso em 11. mai. 2026]

SILVA, M. C. P.; DEWES, M. F. A qualidade no atendimento ao usuário SUS a partir de dados do Projeto Paciente Seguro (PROADI-SUS). Estudos de Administração e Sociedade, 2025. Disponível em: https://periodicos.uff.br/revistaeas/article/view/65208 [Acesso em 11. mai. 2026]

Profa. MsC. Renata Ruggier de Mattos

Biomédica formada pela Universidade Paulista, mestre em Ciências - Farmacologia pela USP e doutoranda em Radiofarmacologia pelo IPEN-USP. Possui experiência em pesquisa nas áreas de Imunologia Celular, Biologia Molecular e cultura celular, com atuação em técnicas de Citometria de Fluxo. Atua na docência de cursos da área da saúde nos formatos presencial e EAD. Atualmente é professora do curso de Biomedicina no Centro Universitário Fundação Santo André.

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