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Sarampo volta a preocupar especialistas

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Sarampo volta a preocupar especialistas e reforça importância da vacinação, alerta docente da Fundação Santo André

O sarampo, uma doença viral altamente contagiosa que já esteve sob controle em diversos países, voltou a acender um sinal de alerta entre autoridades de saúde. A queda nas taxas de vacinação e o aumento da circulação internacional de pessoas ajudam a explicar o risco de novos surtos.

Para a Profa. Dra. Mariana Cristina Cabral Silva, coordenadora do curso de Biomedicina da Fundação Santo André, o momento exige atenção e responsabilidade coletiva.

“O sarampo é extremamente contagioso. A transmissão acontece pelo ar, por gotículas liberadas ao tossir, espirrar ou até falar. Quando a cobertura vacinal cai, o vírus encontra espaço para circular novamente”, explica.

O que é o sarampo?

O sarampo é causado por um vírus da família Paramyxoviridae e pode apresentar sintomas como:

  • febre alta
  • manchas vermelhas pelo corpo
  • tosse e coriza
  • irritação nos olhos
  • mal-estar geral

Embora muitos casos evoluam sem complicações, a doença pode se tornar grave, principalmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade.

Por que a vacinação é tão importante?

A forma mais eficaz de prevenção continua sendo a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.

“A vacinação não protege apenas o indivíduo. Quando muitas pessoas estão imunizadas, criamos uma barreira coletiva que dificulta a circulação do vírus”, reforça a professora.

Esse efeito coletivo é essencial para proteger quem não pode se vacinar, como bebês e pessoas com condições específicas de saúde.

O papel da ciência e dos profissionais da saúde

O combate ao sarampo e a outras doenças infecciosas depende diretamente do trabalho científico e da vigilância em saúde.

Entre as atividades desenvolvidas por biomédicos estão:

  • identificação de vírus em exames laboratoriais
  • apoio a estudos epidemiológicos
  • desenvolvimento de pesquisas científicas
  • contribuição para diagnósticos e estratégias de prevenção

“A ciência permite entender como as doenças se espalham e como podemos agir com mais eficiência para controlá-las”, destaca Mariana.

Informação também previne

Além da vacinação, o acesso à informação confiável é um dos principais aliados da saúde pública. Combater a desinformação é fundamental para evitar o retorno de doenças já controladas.

Na Fundação Santo André, temas como saúde pública, virologia e diagnóstico laboratorial fazem parte da formação dos estudantes de Biomedicina, preparando profissionais para atuar diretamente nesses desafios.

“Investir em ciência, educação e vacinação é essencial para proteger a população”, conclui.


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