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Como se tornar professor? Veja qual formação é necessária

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Como se tornar professor? Formação e caminhos para trabalhar com educação

Se você pensa em ser professor, uma das primeiras dúvidas provavelmente aparece antes mesmo de escolher a faculdade: qual curso é preciso fazer para dar aula?

A resposta depende de onde e do que você pretende ensinar.

Quem quer trabalhar com crianças na Educação Infantil segue um caminho diferente de quem pretende ensinar Matemática no Ensino Médio. E dar aula em uma faculdade envolve requisitos diferentes daqueles da Educação Básica.

Neste 15 de outubro, Dia do Professor, aproveitamos a data para explicar essas diferenças.

No Brasil, o dia dedicado aos professores foi oficializado como feriado escolar pelo Decreto nº 52.682, de 1963.

Mas, para quem está escolhendo uma profissão, a pergunta pode ser bem prática: o que preciso estudar para me tornar professor?

Resposta rápida: o que é preciso para ser professor?

Para trabalhar como professor na Educação Básica, a formação ocorre, em regra, em um curso superior de licenciatura.

A legislação brasileira ainda admite como formação mínima o curso de nível médio na modalidade Normal para atuação na Educação Infantil e nos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental. A própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), porém, estabelece a formação de docentes da Educação Básica em nível superior, por meio de licenciatura plena.

Na prática, os caminhos mais conhecidos são:

  • Pedagogia, principalmente para quem pretende atuar na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental;
  • licenciaturas específicas, como Matemática, História, Letras, Ciências Biológicas e outras, para ensinar os respectivos componentes curriculares;
  • formação pedagógica para graduados não licenciados, em situações previstas pelas normas educacionais;
  • pós-graduação, especialmente para quem pretende seguir a docência no Ensino Superior.

Por isso, antes de escolher a faculdade, ajuda bastante pensar com qual público e área do conhecimento você gostaria de trabalhar.

Pedagogia e licenciatura são a mesma coisa?

Pedagogia é uma licenciatura, mas não é a única licenciatura possível.

A palavra licenciatura identifica cursos superiores voltados à formação de professores.

Pedagogia é um deles.

Quem cursa Pedagogia pode se preparar para trabalhar principalmente com a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, além de encontrar possibilidades em gestão, coordenação pedagógica e outros processos educativos.

Já quem quer ensinar uma disciplina específica costuma cursar uma licenciatura relacionada àquela área.

Por exemplo, alguém interessado em ensinar Matemática nos anos finais do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio normalmente procura uma Licenciatura em Matemática.

O mesmo princípio aparece em áreas como História, Geografia, Letras, Física, Química e Ciências Biológicas.

As atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores reforçam que a formação precisa considerar tanto os conhecimentos que serão ensinados quanto os fundamentos da educação, da aprendizagem e da prática pedagógica.

Quando fazer Pedagogia?

Pedagogia costuma ser o caminho mais diretamente associado a quem deseja trabalhar com Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.

Mas, como já vimos aqui no Blog FSA, o trabalho do pedagogo não fica restrito à sala de aula.

A formação também pode levar a atividades relacionadas à:

  • coordenação pedagógica;
  • gestão escolar;
  • desenvolvimento de materiais didáticos;
  • educação inclusiva;
  • projetos educativos;
  • organizações sociais;
  • consultoria e assessoria educacional.

Na Fundação Santo André, a Licenciatura em Pedagogia Semipresencial tem duração de oito semestres.

A formação inclui conteúdos como Fundamentos da Educação, Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Políticas Educacionais e Gestão Escolar, metodologias para Educação Infantil e anos iniciais, Educação Inclusiva, tecnologias aplicadas à educação e estágio supervisionado.

A partir do segundo semestre, o curso também prevê atividades presenciais às segundas e quartas-feiras, no período noturno, conforme o calendário acadêmico.

Quero dar aula de uma matéria específica. Qual curso devo fazer?

Nesse caso, é importante procurar a licenciatura correspondente à área em que você pretende atuar.

Imagine que você goste muito de História.

Gostar da disciplina é um começo, mas ser professor de História envolve conhecer profundamente os conteúdos da área e aprender a transformá-los em situações de ensino.

É aí que a formação docente entra.

As diretrizes nacionais para formação de professores destacam justamente a necessidade de articular os conhecimentos específicos da área com fundamentos científicos, sociais e pedagógicos da educação.

Por isso, uma licenciatura não é simplesmente um bacharelado com algumas disciplinas extras.

A formação também envolve didática, aprendizagem, avaliação, práticas pedagógicas e experiências em ambientes educacionais.

Bacharel pode ser professor?

Depende de onde pretende ensinar e da formação complementar que possui.

Bacharelado e licenciatura têm objetivos diferentes.

Um bacharel em determinada área não se torna automaticamente professor da Educação Básica apenas por conhecer aquele campo profissional.

A LDB prevê, porém, a existência de programas de formação pedagógica para pessoas que já possuem diploma de Ensino Superior e desejam atuar na Educação Básica. As regras para esses programas são definidas pelo Conselho Nacional de Educação.

Por isso, alguém que já concluiu uma graduação e depois decide seguir a docência precisa verificar qual formação pedagógica é adequada ao curso de origem e à área em que pretende atuar.

Não existe uma única resposta válida para qualquer graduação.

Para ser professor de faculdade precisa fazer licenciatura?

Aqui a situação muda.

A preparação para o magistério superior ocorre em nível de pós-graduação, prioritariamente em programas de mestrado e doutorado, segundo a LDB. Planalto

Isso significa que o caminho para ensinar no Ensino Superior não é necessariamente o mesmo seguido por um professor da Educação Básica.

Uma pessoa pode fazer Administração, Engenharia, Psicologia, Direito ou outro bacharelado, continuar sua formação por meio de especialização, mestrado ou doutorado e posteriormente atuar no Ensino Superior, dependendo dos requisitos estabelecidos pela instituição e pelo processo de contratação.

Nesse contexto, experiência profissional e produção acadêmica também podem ter importância, de acordo com a área e com a vaga.

Preciso fazer pós-graduação para ser professor?

Para começar a atuar na Educação Básica, uma pós-graduação não substitui a formação inicial exigida para a docência.

Mas ela pode fazer parte da formação continuada.

Depois da graduação, professores podem buscar especializações em áreas relacionadas à sua prática, como:

  • alfabetização;
  • educação inclusiva;
  • psicopedagogia;
  • gestão escolar;
  • tecnologias educacionais;
  • neurociência e aprendizagem;
  • áreas específicas do conhecimento.

A própria LDB prevê a formação continuada e o aperfeiçoamento profissional entre os elementos relacionados à carreira docente.

É um ponto importante porque a formação de um professor não termina quando ele recebe o diploma.

Novas tecnologias chegam à escola, pesquisas ajudam a compreender melhor os processos de aprendizagem, políticas educacionais são atualizadas e diferentes necessidades aparecem ao longo da carreira.

O estágio é importante na formação de professores?

Sim.

Saber explicar um conteúdo para um colega e assumir uma turma são experiências bastante diferentes.

O estágio permite que o futuro professor conheça situações que fazem parte do cotidiano educacional, observe profissionais em atividade e comece a relacionar aquilo que estuda na faculdade com situações concretas.

As Diretrizes Curriculares Nacionais atuais reforçam a relação entre teoria e prática e a aproximação entre as instituições formadoras e as escolas de Educação Básica.

Na Pedagogia da FSA, por exemplo, Estágio Supervisionado e Práticas Educativas fazem parte da formação.

É nesses momentos que várias perguntas deixam de ser apenas teóricas.

Como planejar uma atividade para uma turma com ritmos diferentes? Como avaliar se os estudantes compreenderam? Como reorganizar uma explicação que não funcionou? Como incluir diferentes estudantes nas atividades?

Formar-se professor também envolve aprender a lidar com essas situações.

Professor precisa saber usar tecnologia?

Hoje, recursos digitais já fazem parte de diferentes situações educacionais.

Eles podem aparecer em uma apresentação, em um ambiente virtual de aprendizagem, em atividades colaborativas, em avaliações, na produção de materiais ou no contato entre estudantes e professores.

Mas usar tecnologia na educação não significa simplesmente colocar uma tela em todas as atividades.

O professor precisa pensar quando determinado recurso ajuda a aprendizagem e quando outra estratégia é mais adequada.

Essa discussão apareceu também na VIII Semana Integrada da Educação da FSA. Segundo a Profa. Dra. Andrea Menarbini, coordenadora adjunta de Pedagogia da Fundação Santo André, a formação atual dos educadores envolve competências relacionadas à mediação da aprendizagem, uso de tecnologias educacionais, trabalho colaborativo e construção de ambientes inclusivos.

Por isso, conhecer ferramentas importa, mas saber por que utilizá-las é ainda mais importante.

Ser professor é só saber explicar bem?

Não.

Explicar é parte da profissão, mas o trabalho docente também envolve planejar, observar, avaliar, reorganizar estratégias e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes.

O professor precisa compreender tanto aquilo que ensina quanto os processos envolvidos na aprendizagem.

Pense em uma criança aprendendo a ler.

Não basta saber ler para ensiná-la a ler.

O professor precisa conhecer processos de alfabetização, desenvolvimento da linguagem, possibilidades de intervenção, formas de acompanhamento e estratégias para trabalhar dificuldades diferentes dentro da mesma turma.

Algo parecido acontece em outras etapas.

Conhecer Matemática é necessário para ensinar Matemática, mas o professor também precisa pensar em como organizar uma sequência de aprendizagem e identificar por que determinado aluno não conseguiu resolver um problema.

Como saber se ser professor combina comigo?

Não existe um teste capaz de decidir isso por você.

Mas algumas perguntas podem ajudar enquanto você conhece melhor a profissão.

Você gosta de estudar e explicar assuntos para outras pessoas? Tem curiosidade sobre como as pessoas aprendem? Consegue imaginar-se trabalhando com grupos e lidando com diferentes ritmos de aprendizagem? Tem interesse em planejar atividades, ouvir dúvidas e procurar novas formas de apresentar um conteúdo?

Também ajuda conhecer a rotina profissional antes de escolher o curso.

Professor não trabalha somente durante a aula.

Existe preparação, planejamento, avaliação, reuniões, formação, organização de materiais e outras atividades que fazem parte da profissão.

Conversar com professores, conhecer cursos de licenciatura e observar as possibilidades de atuação pode deixar essa escolha mais concreta.

Professor e pedagogo são a mesma profissão?

Não exatamente.

Professor é quem exerce a docência.

Pedagogo é o profissional formado em Pedagogia.

Um pedagogo pode atuar como professor em determinadas etapas da Educação Básica, mas também pode trabalhar em outras atividades educacionais, como coordenação, gestão e projetos educativos.

Da mesma forma, muitos professores não são pedagogos.

Um professor de História, por exemplo, pode ter formação em Licenciatura em História.

Essa diferença parece pequena, mas ajuda bastante na hora de pesquisar qual graduação fazer.

Como é o curso de Pedagogia da FSA?

Para quem se identifica principalmente com Educação Infantil, anos iniciais, aprendizagem, inclusão e organização de processos educativos, Pedagogia é um dos cursos a conhecer.

Na FSA, a licenciatura é oferecida na modalidade semipresencial e tem oito semestres de duração.

Entre os conteúdos apresentados pela formação estão:

  • Fundamentos da Educação;
  • Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem;
  • Políticas Educacionais e Gestão Escolar;
  • metodologias de ensino para Educação Infantil e anos iniciais;
  • Educação Inclusiva e Diversidade;
  • tecnologias aplicadas à educação;
  • estágio supervisionado e práticas educativas.

A atuação profissional apresentada pelo curso inclui docência na Educação Infantil e nos anos iniciais, coordenação pedagógica, projetos educativos, produção de materiais e outros espaços relacionados à educação.

Para quem está concluindo o Ensino Médio e pensa em trabalhar com educação, conhecer a matriz curricular também ajuda a comparar a ideia que você tem da profissão com o que realmente será estudado durante a graduação.

Conheça a Licenciatura em Pedagogia da FSA

E se eu já trabalho com educação?

Para quem já possui uma graduação, a formação pode continuar por diferentes caminhos.

A FSA possui cursos de pós-graduação relacionados à educação e à aprendizagem, incluindo áreas como Gestão Escolar, Neurociência Aplicada à Aprendizagem e Desenvolvimento Cognitivo e Psicopedagogia na Prática – Clínica e Institucional, além de outras formações que podem interessar a professores e profissionais da educação.

A oferta pode variar conforme a abertura de novas turmas, então é melhor consultar a relação atualizada de especializações.

Conheça as pós-graduações da FSA

15 de outubro: uma data para conhecer também a profissão

O Dia do Professor pode ser uma oportunidade para agradecer a quem participou da nossa formação.

Para quem está escolhendo uma graduação, também pode ser um momento para olhar para a docência como profissão e entender melhor o que existe antes de alguém chegar à frente de uma turma.

Há formação específica, estágio, planejamento, estudo e diferentes caminhos profissionais dentro da educação.

Se essa área desperta seu interesse, conhecer essas possibilidades ajuda a escolher a formação que corresponde ao público e ao tipo de conteúdo com que você gostaria de trabalhar.

Conheça os cursos de graduação da Fundação Santo André

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