Você está visualizando atualmente Dicas para a 1ª fase da OAB: aprovados contam o que funcionou

Dicas para a 1ª fase da OAB: aprovados contam o que funcionou

Compartilhe
214 Views

Vai fazer a OAB? Aprovados compartilham dicas para a 1ª fase

⏱️ Tempo de leitura: 7 minutos

A poucos dias de uma prova importante, é comum surgir aquela sensação de que ainda falta revisar uma matéria, resolver mais questões ou voltar a um conteúdo que não ficou tão claro.

Para quem fará a 1ª fase do 47º Exame de Ordem, em 6 de setembro, esse momento também pode vir acompanhado de ansiedade e da dúvida sobre o que realmente priorizar na reta final.

Por isso, conversamos com estudantes de Direito da Fundação Santo André que já passaram pela experiência e foram aprovados no Exame da Ordem. Em vez de uma fórmula única de preparação, os relatos mostram estratégias diferentes que podem ajudar quem está se organizando para a prova.

Resolver questões pode ajudar a entender a própria prova

Para Marcelo Narducci Cedro, um dos estudantes aprovados, a preparação ficou concentrada principalmente na resolução de questões:

“O que mais funcionou para mim foi estudar exclusivamente por questões. Resolver muitas questões, principalmente de provas anteriores, me ajudou a entender como a FGV cobra os conteúdos, identificar os assuntos que mais caem e perceber onde eu estava errando. Foi uma preparação muito mais prática do que ficar na teoria.”

A estratégia permitiu que ele conhecesse melhor o formato das perguntas e identificasse pontos que ainda precisavam de atenção.

Para Isabela Sardinha Guerreiro, a resolução de questões também teve um papel importante. Ela destaca que o estudante não precisa esperar a sensação de estar completamente preparado para começar a fazer simulados.

“Faça muitas questões. Mais do que tentar decorar todo o conteúdo, é importante entender como a OAB cobra cada matéria e se acostumar com o estilo das questões.”

Para Isabela, inclusive os erros podem ajudar a direcionar a preparação:

“Também acho importante não esperar se sentir 100% preparado para começar a fazer simulados. Errar faz parte da preparação e é justamente através dos erros que você percebe o que precisa revisar.”

Questões e simulados, portanto, não servem apenas para medir quantos acertos o estudante consegue alcançar. Eles também ajudam a identificar dificuldades e escolher quais conteúdos merecem uma nova revisão.

Simular as condições da prova pode ser diferente de apenas resolver questões

Beatriz de Fátima Augusto, aprovada no 46º Exame de Ordem ainda no 9º semestre da graduação, também recomenda utilizar provas anteriores, mas acrescenta um cuidado: reproduzir, na medida do possível, as condições que o candidato encontrará no dia do exame.

“A minha única dica […] é pegar, pelo menos, as dez últimas provas da OAB e fazer simulando o dia da prova.”

Para Beatriz, isso significa reservar o período da prova, afastar celular e internet e resolver as questões como se aquele já fosse o dia do exame.

“É uma prova bem cansativa psicologicamente e fisicamente. Então, é muito bom simular o dia da prova porque você vai estar mais preparado para o dia.”

Além de testar os conhecimentos, essa prática ajuda o candidato a perceber como reage ao tempo prolongado de prova e a se familiarizar com a maneira como a banca apresenta as questões.

Beatriz conta que adotou essa estratégia em sua própria preparação:

“Se puder fazer todas as últimas provas, é bom, é o ideal, mas caso não consiga, pelo menos as dez últimas. Ajuda muito. Eu fiz isso e deu muito certo.”

Na reta final, talvez não seja hora de tentar aprender tudo

Outro ponto destacado por Marcelo é o cuidado com os últimos dias antes do exame.

“A reta final, na minha opinião, é muito mais para consolidar o que você já estudou do que para tentar abraçar todo o conteúdo de uma vez.”

Na preparação dele, os últimos dias continuaram envolvendo resolução de questões e revisão dos conteúdos considerados mais importantes.

O que ele evitaria seria justamente tentar incluir uma grande quantidade de assuntos novos nesse momento.

Essa percepção é especialmente útil em uma prova que reúne diferentes áreas do Direito. Quando o tempo disponível diminui, definir prioridades pode ser mais produtivo do que tentar revisar todas as matérias com a mesma profundidade.

Estratégia também significa saber onde concentrar o estudo

A quantidade de matérias também aparece no relato de Kayky Fernando Hiraoka Gonçalves.

Se pudesse escolher uma única dica para quem fará a primeira fase, ele escolheria uma palavra: estratégia.

“A OAB contempla muitas matérias e muitos tópicos em cada matéria, sem contar a interdisciplinaridade. Para fazer uma prova boa, é preciso ter foco no estudo em matérias que você tem facilidade e maior entendimento.”

Para Kayky, tentar dominar em poucos meses todos os tópicos de uma disciplina com a qual o estudante sempre teve dificuldade pode não ser a melhor utilização do tempo.

Isso não significa simplesmente abandonar matérias, mas conhecer os próprios pontos fortes e dificuldades para estabelecer uma estratégia de preparação compatível com o tempo disponível.

Conciliar a OAB com faculdade e trabalho também pode ser um desafio

A preparação nem sempre acontece em uma rotina dedicada exclusivamente aos estudos.

Para Isabela, uma das maiores dificuldades foi justamente encontrar espaço para a OAB entre as atividades da faculdade, o trabalho e as demais responsabilidades do dia a dia.

“Em alguns momentos, parecia que quanto mais eu estudava, mais conteúdo ainda faltava.”

Para lidar com essa sensação, ela procurou criar uma rotina de estudos e estabelecer prioridades.

“Tentei lidar com isso criando uma rotina de estudos e entendendo que eu não precisava saber absolutamente tudo para conseguir passar. Foquei bastante em resolver questões e revisar os assuntos mais importantes.”

A experiência reforça uma ideia que aparece também nos outros relatos: diante da quantidade de conteúdos exigidos pelo exame, estabelecer uma estratégia possível de cumprir pode ajudar a organizar melhor a preparação.

O psicológico também pesa durante a preparação

Nem todas as dificuldades da OAB estão relacionadas ao conteúdo.

Para Kayky, a ansiedade foi uma das partes mais difíceis do processo.

“A parte mais difícil da OAB com certeza foi a ansiedade, o medo de não passar e das consequências que uma mente ansiosa pensa se eu não passasse logo na prova.”

O estudante conta que começou a lidar melhor com essa preocupação quando percebeu que a aprovação não precisava ser tratada como uma competição ou como uma situação em que uma eventual reprovação determinaria seu futuro profissional.

“Ter mais calma, tanto na hora dos estudos quanto na hora da prova, fez eu conseguir ter mais foco e determinação para encarar esse desafio.”

Beatriz também destaca o aspecto emocional quando relembra sua preparação.

“Sem dúvidas, é o psicológico. O psicológico conta muito na prova da OAB.”

Ela lembra que o processo não se resume às horas em que o candidato está diante da prova. Entre inscrição, preparação, exame e divulgação dos resultados, há um período prolongado de expectativa.

“Desde a inscrição até, de fato, aparecer o nome na lista, são meses praticamente. Então, é uma espera muito agoniante.”

Os dois depoimentos mostram como a preparação pode envolver também a maneira de lidar com expectativas e pressão. Na reta final, organização, descanso e condições para chegar à prova com concentração também merecem espaço no planejamento.

A preparação para a OAB também acontece ao longo da graduação

Para Kayky, a relação entre o conteúdo estudado na faculdade e o Exame da Ordem começou a ficar especialmente evidente por volta do terceiro ano da graduação.

Foi nesse período que ele começou a estudar disciplinas processuais e também iniciou seu primeiro estágio em escritório.

“No terceiro ano eu comecei a ter interesse em já me antecipar e ver as matérias que caem na prova e percebi que muitas matérias já tinham me sido passadas no primeiro e segundo ano também.”

Beatriz teve uma percepção semelhante quando avançou para as disciplinas de Processo durante a graduação.

“A partir do quarto, quinto semestre, eu vi que realmente a graduação estava me ajudando muito rumo à aprovação para a OAB.”

Ela menciona disciplinas como Processo do Trabalho, Processo Civil e Processo Penal, que passaram a aproximá-la de conteúdos presentes no Exame de Ordem.

Isabela também percebeu essa relação nos últimos semestres. Ao começar a resolver questões da OAB, passou a reconhecer assuntos que já haviam aparecido em aulas, trabalhos e avaliações.

“Mesmo que eu não lembrasse de todos os detalhes, eu já tinha uma base construída pelas aulas, trabalhos e provas da faculdade.”

Para ela, essa percepção mudou inclusive a maneira de enxergar quando a preparação para a OAB havia começado:

“Percebi que a preparação para a OAB não começou apenas quando comecei a estudar especificamente para o exame, mas foi sendo construída ao longo de toda a graduação.”

Os estudos direcionados para o Exame da Ordem são uma etapa própria, mas partem de conhecimentos desenvolvidos progressivamente durante o curso, por meio das disciplinas, atividades práticas e experiências profissionais.

Revisões de véspera podem ajudar na organização dos conteúdos

Entre as recomendações de Marcelo para os últimos momentos de preparação está a participação em revisões gratuitas oferecidas por cursos preparatórios.

“Mesmo que você já tenha estudado bastante, essas revisões ajudam a relembrar pontos importantes, organizar o conteúdo na cabeça e chegar mais preparado para a prova.”

Ele cita como exemplos as revisões oferecidas por cursos como CEISC, MeuCurso e Estratégia.

A recomendação combina com outro conselho dado pelo próprio estudante: usar a reta final principalmente para revisar e organizar aquilo que já foi estudado, sem transformar os últimos dias em uma tentativa de aprender todo o conteúdo novamente.

11 estudantes da FSA foram aprovados no Exame da Ordem

Além de Beatriz de Fátima Augusto, Isabela Sardinha Guerreiro, Kayky Fernando Hiraoka Gonçalves e Marcelo Narducci Cedro, que compartilharam suas experiências para este artigo, outros estudantes da Fundação Santo André também conquistaram a aprovação no Exame da Ordem.

São eles:

  • Beatriz de Fátima Augusto
  • Caroline Ramos Corrêa Pinto
  • Gustavo Rogério Carvalho Cruz
  • Isabela Sardinha Guerreiro
  • Juliana da Silva Lima
  • Kayky Fernando Hiraoka Gonçalves
  • Kayky Rocha Von Rondon
  • Marcelo Narducci Cedro
  • Natália Cristina Barros Ribeiro
  • Nathalia Maciel dos Santos
  • Renan Rodrigues Freitas Ferrari

Os resultados reúnem trajetórias individuais de preparação, com estratégias que podem variar conforme a rotina, a facilidade com determinadas disciplinas e o momento da graduação de cada estudante.

O que levar dessas experiências para a reta final?

Os relatos dos estudantes apontam para algumas ideias que podem ajudar na organização dos últimos dias:

➡️ Resolva questões. Provas anteriores ajudam a conhecer o estilo das perguntas, enquanto os erros indicam conteúdos que ainda precisam de revisão.

➡️ Faça simulados em condições próximas às da prova. Além de responder às questões, reservar o tempo do exame e diminuir as distrações ajuda a testar concentração, ritmo e resistência.

➡️ Priorize. Com muitas disciplinas envolvidas, definir onde concentrar o estudo pode ser mais eficiente do que tentar retomar todo o conteúdo.

➡️ Use a revisão para consolidar. Os últimos dias não precisam virar uma corrida para aprender assuntos completamente novos.

➡️ Organize uma rotina possível. Faculdade, trabalho e outras responsabilidades podem continuar acontecendo durante a preparação. Um planejamento compatível com o tempo disponível ajuda a organizar os estudos.

➡️ Considere também o aspecto emocional. Ansiedade, expectativa e pressão aparecem nos relatos de quem já passou pelo exame. Encontrar uma forma de lidar com esses fatores também faz parte da preparação.

Não existe uma preparação idêntica para todos. Os depoimentos mostram estratégias diferentes, mas também alguns pontos em comum: conhecer a própria rotina, identificar dificuldades, aproveitar a base construída durante a graduação e utilizar o tempo de estudo de maneira direcionada.

Para quem está se preparando para o Exame da Ordem de 6 de setembro, a reta final pode ser utilizada para revisar o caminho percorrido e chegar à prova com uma estratégia clara.

Como diz Beatriz a quem está vivendo esse momento:

“Cada um tenha a sua hora, o seu tempo e vai dar tudo certo.”

E, para quem ainda está conhecendo as possibilidades da carreira jurídica, a graduação em Direito da Fundação Santo André reúne formação teórica e experiências práticas que acompanham diferentes etapas da vida acadêmica e profissional. Você também pode conhecer as demais opções de graduação da FSA.

Deixe um comentário