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📷 Acervo institucional FSA

Estudar e trabalhar ao mesmo tempo: como conciliar faculdade e emprego

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Estudar e trabalhar ao mesmo tempo: como conciliar faculdade e emprego?

⏱️ Tempo de leitura: 7 minutos

Uma das dúvidas de quem está terminando o Ensino Médio é justamente se será possível conciliar a faculdade com um emprego ou estágio.

A preocupação é compreensível. Além das aulas, a graduação exige tempo para leituras, trabalhos, avaliações, atividades práticas e estudo individual. Ao mesmo tempo, muitos estudantes precisam trabalhar para contribuir com as despesas de casa, conquistar independência financeira ou começar a adquirir experiência profissional.

Não existe uma fórmula que funcione para todas as pessoas. Horários, deslocamento, tipo de curso, carga de trabalho e responsabilidades pessoais interferem bastante nessa conciliação. Por isso, a organização começa por entender quanto tempo você realmente tem disponível.

Resposta rápida: dá para estudar e trabalhar ao mesmo tempo?

Sim, é possível estudar e trabalhar ao mesmo tempo, desde que a rotina seja compatível com os horários da graduação e preserve tempo suficiente para estudos, descanso e demais responsabilidades.

Para alguns estudantes, isso acontece por meio de um emprego regular. Para outros, o estágio oferece uma carga horária mais adaptada à rotina acadêmica.

Também não existe obrigação de começar a trabalhar logo no primeiro semestre. Dependendo da situação, conhecer primeiro o ritmo da faculdade pode ser uma escolha adequada antes de acrescentar outro compromisso à agenda.

Não existe um momento único para começar a trabalhar

Algumas pessoas entram na faculdade já empregadas. Outras conseguem o primeiro estágio durante a graduação. Há também quem dedique os primeiros meses aos estudos para compreender melhor a rotina universitária antes de procurar uma oportunidade profissional.

Essas situações podem funcionar de maneiras diferentes.

Um estudante com aulas no período noturno, por exemplo, pode conseguir trabalhar durante o dia. Outro pode ter disciplinas práticas ou atividades em horários que tornam essa combinação mais difícil em determinado semestre.

O importante é observar sua realidade e evitar comparar sua rotina com a de colegas que possuem horários, responsabilidades e condições diferentes.

Estágio e emprego são a mesma coisa?

Não.

O emprego estabelece uma relação de trabalho regulada pelas normas aplicáveis ao vínculo profissional.

Já o estágio é definido pela Lei nº 11.788/2008 como uma atividade educativa supervisionada, desenvolvida no ambiente de trabalho e relacionada à formação do estudante. Ele pode ser obrigatório ou não obrigatório, conforme o curso e seu projeto pedagógico.

Essa diferença aparece também na jornada.

Para estudantes do Ensino Superior, a regra geral é que o estágio não ultrapasse 6 horas diárias e 30 horas semanais e seja compatível com as atividades acadêmicas. Nos períodos de avaliações, a legislação prevê redução de pelo menos metade da carga horária quando isso estiver previsto no termo de compromisso.

Isso ajuda a explicar por que o estágio costuma ser uma das formas mais utilizadas de aproximação entre faculdade e mercado de trabalho.

Faculdade e estágio podem se complementar

Quando o estudante consegue um estágio relacionado ao curso, situações vividas no ambiente profissional podem ajudar a compreender conteúdos estudados nas disciplinas.

O caminho também funciona na direção contrária: conceitos aprendidos na faculdade começam a aparecer em problemas e atividades concretas no estágio.

Foi essa experiência relatada por Letícia, estudante de Direito e bolsista do Vestibular Social CEBAS da FSA:

“Entrei na faculdade e, uma semana depois, já estava estagiando. O estágio e o curso se complementam muito, porque consigo aprender na prática aquilo que estudo em sala de aula.”

Isso não significa que todo estudante precise procurar um estágio imediatamente.

Algumas oportunidades exigem conhecimentos que aparecem apenas depois de determinados semestres. Em outras áreas, vagas começam a surgir mais cedo.

O artigo Como conseguir estágio na faculdade e iniciar sua carreira se aprofunda justamente em quando começar a procurar e como preparar currículo e LinkedIn mesmo sem experiência profissional.

Trabalhar em uma área diferente do curso também pode trazer aprendizado?

Pode.

Nem todo universitário consegue começar trabalhando diretamente na profissão que escolheu estudar.

Um emprego em outra área ainda pode desenvolver habilidades como comunicação, responsabilidade, organização, atendimento ao público, resolução de problemas e convivência em equipe.

Ao longo da graduação, o estudante pode decidir se deseja buscar uma oportunidade mais relacionada à sua formação.

Por isso, trabalhar fora da área não deve ser tratado automaticamente como tempo perdido.

O que muda é o tipo de experiência adquirida e a maneira como ela se relaciona com os objetivos profissionais de cada pessoa.

Como organizar a rotina para estudar e trabalhar?

O primeiro passo é abandonar a ideia de que organização significa preencher todas as horas disponíveis.

Uma rotina precisa incluir também deslocamento, alimentação, descanso e imprevistos.

Você pode começar reunindo em um mesmo calendário:

  • horários das aulas;
  • jornada de trabalho ou estágio;
  • tempo de deslocamento;
  • datas de provas e entregas;
  • atividades acadêmicas obrigatórias;
  • períodos reservados para estudo;
  • compromissos pessoais;
  • descanso.

Ter uma visão geral da semana ajuda a identificar os períodos mais apertados antes que eles se transformem em uma sequência de atrasos.

Também é importante revisar essa organização ao longo do semestre. A rotina que funcionou em março pode não funcionar em maio, quando começam a se acumular trabalhos e avaliações.

Preciso estudar várias horas todos os dias?

Não existe um número de horas que funcione para todos os cursos e estudantes.

Em alguns dias, pode ser suficiente revisar o conteúdo de uma aula ou organizar uma leitura. Em outros, um trabalho ou uma avaliação exigirá mais tempo.

Para quem trabalha, pequenos períodos bem definidos podem ser mais realistas do que esperar encontrar várias horas livres de uma vez.

Uma estratégia possível é antecipar tarefas maiores e evitar deixar todas as leituras e trabalhos para o fim de semana.

O objetivo não é criar uma rotina perfeita, mas uma organização que possa ser mantida durante o semestre.

E quando trabalho e faculdade começam a ficar pesados demais?

Esse é um ponto que eu acrescentaria ao texto justamente para não passar uma imagem idealizada dessa conciliação.

Há períodos em que o volume de responsabilidades pode ficar excessivo.

Sinais como atrasos frequentes, dificuldade constante para acompanhar as disciplinas, sono insuficiente e ausência de qualquer período de descanso podem indicar que a rotina precisa ser revista.

Às vezes, o ajuste será pequeno: reorganizar horários ou diminuir compromissos adicionais. Em outras situações, será necessário conversar com a empresa, supervisor de estágio, professores ou coordenação para entender quais alternativas existem.

Conciliar faculdade e trabalho não significa conseguir fazer tudo ao mesmo tempo durante todos os semestres.

O estágio precisa respeitar o horário das aulas?

Sim.

A Lei de Estágio determina que a jornada seja compatível com as atividades escolares. No Ensino Superior, a regra geral estabelece o limite de seis horas diárias e trinta horas semanais.

Na FSA, os estágios dos cursos de graduação seguem regulamentação institucional própria, e a Central de Estágios e Carreiras reúne informações para estágio obrigatório e não obrigatório, além dos procedimentos necessários para formalização.

Esse é um motivo para formalizar corretamente o estágio em vez de considerar qualquer atividade profissional realizada durante a faculdade como equivalente.

Posso aproveitar meu emprego como estágio obrigatório?

Em algumas situações, pode ser possível aproveitar atividades desenvolvidas no próprio emprego para cumprir estágio supervisionado, desde que sejam atendidas as regras acadêmicas do curso.

Na FSA, por exemplo, estudantes que já trabalham sob regime CLT em sua área de formação podem realizar atividades de estágio obrigatório na própria empresa, seguindo procedimentos que incluem orientação acadêmica, plano de atividades e documentação específica. Há também regras para estudantes que atuam como PJ ou MEI.

Como essas condições variam conforme o curso e a situação profissional, o estudante deve consultar a coordenação e a Central de Estágios antes de considerar a atividade automaticamente válida.

Uma experiência profissional pode ajudar a descobrir se escolhi a área certa?

Pode.

O contato com a rotina profissional mostra aspectos de uma carreira que dificilmente aparecem apenas na descrição de um curso.

A estudante de Publicidade e Propaganda da FSA Maju, por exemplo, relatou que sua experiência de estágio na Red Bull ajudou a compreender melhor sua identificação com a profissão. Ela também contou que a oportunidade surgiu a partir de sua presença no LinkedIn e da divulgação de projetos desenvolvidos durante a graduação.

Experiências assim não precisam determinar toda a carreira.

Um estágio também pode mostrar que determinada área não combina tanto com seus interesses, fazendo com que você procure outras possibilidades dentro da mesma profissão.

A faculdade também pode ajudar na busca por oportunidades

A preparação profissional não depende apenas de procurar vagas por conta própria.

Na FSA, a Central de Estágios e Carreiras reúne serviços e conteúdos relacionados ao ingresso no mercado de trabalho. Entre eles está o Portal de Vagas, acessível pelo Portal do Aluno, no qual são divulgadas oportunidades relacionadas às áreas de formação.

Os estudantes também encontram orientações sobre currículo, LinkedIn e entrevistas, além de outras iniciativas relacionadas à carreira e empregabilidade. A FSA mantém ainda programa de mentoria profissional voltado especialmente a estudantes que estão começando a ingressar no mercado de trabalho.

Esses recursos não garantem uma contratação, mas podem ajudar o estudante a compreender processos seletivos e preparar melhor sua candidatura.

Participar de atividades da faculdade também ajuda na carreira?

Pode ajudar, principalmente para quem ainda não possui experiência profissional.

Projetos acadêmicos, extensão, monitoria, iniciação científica, semanas de curso, palestras e atividades práticas permitem desenvolver conhecimentos e produzir experiências que podem aparecer no currículo ou em uma entrevista.

Um estudante que participou da organização de um evento, por exemplo, pode ter exercitado planejamento e trabalho em equipe.

Quem apresentou uma pesquisa desenvolveu comunicação e capacidade de explicar informações.

Quem participou de um projeto de extensão teve contato com situações e públicos diferentes daqueles encontrados em uma aula convencional.

Isso mostra que preparar-se para o mercado não significa apenas procurar uma vaga.

Trabalhar durante a faculdade significa abrir mão da vida universitária?

Não necessariamente, mas pode exigir escolhas.

A vida universitária também inclui projetos, eventos, atividades culturais, pesquisa, extensão e convivência com outras pessoas.

Quem trabalha talvez não consiga participar de todas as ações disponíveis, e não há problema nisso.

Em vez de tentar encaixar tudo na agenda, pode ser mais interessante escolher algumas experiências relacionadas aos próprios interesses.

Em um semestre, pode ser uma semana acadêmica. Em outro, uma atividade de extensão. Depois, talvez um curso livre ou projeto.

A vida universitária não precisa ser medida pela quantidade de atividades realizadas.

É melhor trabalhar ou fazer estágio?

Não existe uma resposta única.

Para quem precisa de uma renda ou já possui uma carreira em andamento, manter o emprego pode ser necessário ou adequado.

Para quem procura uma primeira experiência diretamente relacionada ao curso, o estágio pode oferecer uma estrutura mais próxima da formação acadêmica.

Também existem estudantes que trabalham e posteriormente migram para um estágio, enquanto outros continuam empregados durante toda a graduação.

A escolha precisa considerar condições financeiras, objetivos profissionais, horários e oportunidades disponíveis.

Preciso começar a trabalhar para melhorar meu currículo?

Não necessariamente.

Especialmente nos primeiros semestres, outras experiências acadêmicas também ajudam a construir repertório.

Cursos complementares, trabalhos de graduação, projetos, monitoria, voluntariado, iniciação científica e extensão podem ser apresentados em currículos e perfis profissionais quando forem relevantes.

Isso é particularmente importante para quem ainda não teve um emprego formal.

O currículo de um estudante não precisa parecer o currículo de alguém que já está há dez anos no mercado.

Faculdade, trabalho e descanso precisam caber na mesma rotina

Talvez a parte mais difícil de estudar e trabalhar seja perceber que o tempo é limitado.

Acrescentar um compromisso quase sempre significa reorganizar outro.

Por isso, uma rotina sustentável não depende apenas de produtividade. Ela precisa reservar espaço para sono, alimentação, deslocamento, relações pessoais e descanso.

Essa organização pode mudar várias vezes durante o curso, e isso faz parte da adaptação à vida universitária.

O mais importante é construir uma rotina compatível com a realidade daquele momento, em vez de tentar seguir um modelo baseado na experiência de outras pessoas.

Se você está planejando começar uma graduação, conheça os cursos da Fundação Santo André e observe também as oportunidades de estágio, carreira e experiências acadêmicas que podem acompanhar sua formação.

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