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Microscópios trinoculares reforçam aulas práticas na FSA

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Novos microscópios ampliam aulas práticas e pesquisas na FSA

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O Laboratório de Microbiologia da Fundação Santo André recebeu dez novos microscópios trinoculares com câmera de 16 megapixels e tela de 10,1 polegadas. Os equipamentos serão utilizados em aulas práticas, projetos de iniciação científica, atividades de extensão e trabalhos de conclusão de curso.

Com a atualização, vários estudantes podem acompanhar simultaneamente a análise de uma amostra, visualizar estruturas em alta definição e registrar imagens para estudos e pesquisas. A nova estrutura beneficia principalmente os cursos da área da Saúde e de Ciências Biológicas.

O que são microscópios trinoculares?

O microscópio trinocular possui duas oculares para a observação direta e uma terceira saída óptica, que permite a conexão de uma câmera. Nos modelos adquiridos pela FSA, a câmera transmite a imagem para uma tela LCD de 10,1 polegadas instalada no próprio equipamento.

Na prática, isso permite que os estudantes observem a mesma amostra ao mesmo tempo. Em vez de cada integrante do grupo precisar se revezar nas oculares, todos podem acompanhar a imagem exibida na tela da bancada.

Segundo Priscila Oliveira Borba, técnica de Laboratório da FSA, os microscópios anteriores já tinham muitos anos de uso e utilizavam lâmpadas halógenas, que aqueciam durante as atividades e podiam causar algum desconforto visual.

“É como se cada bancada ganhasse uma tela particular. Em vez de olhar um por vez, o grupo de alunos consegue ver a amostra ao mesmo tempo, ao vivo e em alta definição”, explica Priscila.

Como os novos microscópios ajudam nas aulas práticas?

Uma atividade de microscopia exige atenção aos detalhes. O estudante precisa identificar células, microrganismos, tecidos e outras estruturas que podem ser muito pequenas ou apresentar diferenças sutis.

Nos equipamentos convencionais, o professor ajusta o foco e cada estudante observa a amostra individualmente. Nesse processo, a lâmina pode mudar de posição ou perder o foco entre uma observação e outra.

Com a imagem transmitida pela tela, o professor consegue apontar diretamente as estruturas que estão sendo estudadas, enquanto o grupo acompanha a explicação. Os alunos também podem comparar interpretações, apresentar dúvidas e discutir a amostra sem precisar interromper a atividade para trocar de lugar.

Essa dinâmica torna a observação mais coletiva e facilita a relação entre os conceitos estudados e aquilo que está sendo visualizado no laboratório.

“O professor aponta direto na tela, a turma discute junto e tira dúvidas na hora. O aprendizado fica muito mais colaborativo”, afirma Priscila.

Quais cursos utilizarão os equipamentos?

Os novos microscópios serão utilizados principalmente por estudantes de:

Entre as disciplinas beneficiadas estão Bases Moleculares, Biologia Celular e Microbiologia. A utilização dependerá do conteúdo e do planejamento de cada curso.

A microscopia tem aplicações diferentes em cada área. Em Biomedicina e Ciências Biológicas, por exemplo, ela pode contribuir para a identificação e o estudo de células e microrganismos. Nos demais cursos da Saúde, ajuda o estudante a compreender processos biológicos relacionados ao funcionamento do organismo, às doenças e ao cuidado com o paciente.

Como os equipamentos podem ser usados em pesquisas?

A câmera de 16 megapixels permite fotografar as amostras observadas. O arquivo pode ser salvo diretamente em um pen-drive conectado à tela do microscópio.

Essas imagens poderão ser utilizadas por estudantes e professores em:

  • projetos de iniciação científica;
  • trabalhos de conclusão de curso;
  • atividades de extensão;
  • relatórios de aulas práticas;
  • apresentações acadêmicas;
  • bancos de imagens;
  • artigos científicos.

O registro da amostra facilita a documentação das etapas de uma pesquisa e permite que as imagens sejam analisadas posteriormente. Também ajuda o estudante a organizar evidências visuais e apresentar os procedimentos desenvolvidos no laboratório.

Essa possibilidade complementa iniciativas como o Programa de Incentivo à Iniciação Científica, o PIIC, por meio do qual estudantes podem se aproximar da pesquisa durante a graduação.

Atualização acompanha as práticas profissionais

A aquisição dos microscópios também aproxima as aulas dos equipamentos que os estudantes poderão encontrar em laboratórios de pesquisa, centros de diagnóstico e outros espaços profissionais.

Para Priscila, essa atualização oferece melhores condições para o desenvolvimento das atividades práticas. Além de facilitar o trabalho dos professores, a tela e a câmera permitem explorar novas formas de observação, discussão e registro das amostras.

Ao conhecer esses recursos ainda na faculdade, o estudante aprende a utilizar a tecnologia como parte do procedimento científico, sempre associada ao conhecimento teórico, ao cuidado com os materiais e à análise criteriosa dos resultados.

Por que conhecer os laboratórios antes de escolher uma faculdade?

Se você está pesquisando onde estudar, observar os laboratórios ajuda a entender como os conhecimentos serão trabalhados ao longo da graduação. A quantidade de equipamentos, as condições de uso e as atividades desenvolvidas nesses espaços influenciam diretamente a experiência das aulas práticas.

Também é importante analisar a matriz curricular, conversar com estudantes e professores e conhecer as oportunidades de pesquisa e extensão oferecidas pela instituição. Esses elementos mostram como a formação acontece para além das aulas expositivas.

A Fundação Santo André oferece cursos em diferentes áreas do conhecimento, com atividades acadêmicas que aproximam teoria, prática e pesquisa. Conheça os cursos de graduação da FSA e consulte as opções relacionadas aos seus interesses profissionais.

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