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📷 Parte da equipe da Fundação Santo André em ação sobre o Outubro Rosa | Acervo institucional FSA

Outubro Rosa: saúde da mulher além do câncer de mama

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Outubro (além do) Rosa: saúde da mulher para além do câncer de mama

⌚ 6 a 7 minutos de leitura | 📂 Saúde e bem-estar

Quando chega outubro, o rosa aparece nas campanhas, nas redes sociais e nas ações de conscientização sobre o câncer de mama. É uma mobilização importante, que ajuda a divulgar informações sobre a doença, seus sinais e a importância do diagnóstico precoce.

Mas a saúde da mulher envolve muitas outras questões que também merecem atenção ao longo do ano.

Alterações menstruais, saúde mental, doenças cardiovasculares, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e mudanças relacionadas à menopausa fazem parte de diferentes momentos da vida. Algumas dessas condições ainda são pouco discutidas, enquanto outras podem ter seus sintomas confundidos com situações consideradas normais.

Por isso, aproveitamos o Outubro Rosa para ampliar a conversa: como cuidar da saúde da mulher de maneira mais completa, considerando suas necessidades em diferentes idades?

Resposta rápida: o que faz parte da saúde integral da mulher?

A saúde integral da mulher envolve cuidados físicos, mentais, sexuais e reprodutivos, além da prevenção, do diagnóstico e do tratamento de doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, essa atenção deve considerar as diferentes fases da vida e incluir temas como saúde ginecológica, saúde menstrual, planejamento reprodutivo, climatério, menopausa, saúde mental e prevenção da violência.

Isso significa que o acompanhamento de saúde não deve se limitar à realização de exames. Ele também envolve orientação, escuta profissional, vacinação, hábitos de vida e acesso aos serviços de saúde de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Neste artigo, você vai encontrar:

1. Outubro Rosa e prevenção do câncer de mama

2. Saúde ginecológica e câncer do colo do útero

3. Saúde mental e atendimento psicológico gratuito na FSA

4. Doenças cardiovasculares e exames laboratoriais

5. Climatério e menopausa

6. Cuidados de rotina e acesso à saúde

Outubro Rosa: por que a prevenção do câncer de mama continua importante?

O câncer de mama está entre as principais preocupações relacionadas à saúde feminina, especialmente porque o risco de desenvolver a doença aumenta com a idade.

O diagnóstico precoce permite identificar alterações suspeitas e iniciar a investigação e o tratamento quando necessário.

Uma das principais estratégias de detecção precoce é a mamografia, exame que utiliza imagens das mamas para identificar alterações que podem não ser percebidas durante a observação ou a palpação.

De acordo com as recomendações atualizadas do Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico de rotina no SUS é indicado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, quando não apresentam sinais ou sintomas suspeitos.

Mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos também podem ter acesso ao exame, com orientação profissional sobre seus possíveis benefícios e riscos. Pessoas com fatores de risco específicos podem precisar de avaliação individualizada.

É importante lembrar que o rastreamento é diferente da investigação de sintomas. Uma alteração suspeita na mama deve ser avaliada por um profissional de saúde independentemente da idade.

Além dos exames indicados, conhecer o próprio corpo ajuda a perceber mudanças, como nódulos, alterações na pele ou secreção espontânea pelo mamilo.

Esses sinais não significam necessariamente a presença de câncer, mas precisam ser investigados.

Saúde ginecológica: quando os sintomas merecem atenção?

Cólicas menstruais, alterações no fluxo e desconfortos ginecológicos fazem parte da experiência de muitas mulheres. Entretanto, nem todo sintoma deve ser considerado normal apenas porque é frequente.

Dores menstruais intensas que prejudicam as atividades diárias, sangramentos muito volumosos, dor persistente na região pélvica e alterações importantes no ciclo podem indicar a necessidade de avaliação médica.

Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições, incluindo endometriose, miomas uterinos e alterações hormonais.

A endometriose, por exemplo, ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste internamente o útero, cresce fora da cavidade uterina. A condição pode provocar dores intensas, alterações intestinais, desconforto nas relações sexuais e dificuldades para engravidar, embora nem todas as pessoas apresentem os mesmos sintomas.

Outras condições podem produzir manifestações semelhantes. Por isso, o diagnóstico depende da avaliação clínica e, quando indicado, de exames complementares.

O importante é reconhecer que sentir dores incapacitantes ou conviver com sintomas persistentes não deve ser tratado como algo inevitável.

Câncer do colo do útero: a prevenção também precisa entrar na conversa

O câncer do colo do útero é outro tema importante para a saúde da mulher.

A principal causa da doença é a infecção persistente por determinados tipos do papilomavírus humano, conhecido como HPV.

A infecção é comum e, na maioria das vezes, desaparece espontaneamente. Entretanto, alguns tipos do vírus podem provocar alterações celulares que, ao longo dos anos, favorecem o desenvolvimento do câncer.

Duas estratégias são especialmente importantes para a prevenção: a vacinação contra o HPV e os exames de rastreamento recomendados.

O SUS disponibiliza a vacinação para os públicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações.

Em 2025, o Ministério da Saúde também aprovou novas diretrizes para o rastreamento do câncer do colo do útero, incorporando o teste molecular de DNA-HPV como exame primário.

O teste identifica a presença de tipos do vírus associados a maior risco de desenvolvimento da doença. Conforme as novas diretrizes, o rastreamento com DNA-HPV é direcionado à população elegível de 25 a 64 anos, com intervalos que podem chegar a cinco anos após resultado negativo.

A implementação desse modelo ocorre gradualmente nos serviços de saúde. Onde ele ainda não estiver disponível, o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, continua fazendo parte das estratégias de prevenção.

Mesmo quem recebeu a vacina contra o HPV deve seguir as orientações de rastreamento correspondentes à sua idade e ao seu histórico de saúde.

Saúde mental da mulher: por que esse cuidado também importa?

A saúde mental faz parte da saúde integral e pode ser influenciada por diferentes condições sociais, econômicas, familiares e biológicas.

A sobrecarga de responsabilidades, a dificuldade para conciliar trabalho, estudos e cuidados familiares, a violência e a falta de apoio podem contribuir para situações de sofrimento emocional.

Ansiedade, alterações persistentes do sono, irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração merecem atenção, especialmente quando começam a interferir na rotina.

Isso não significa que todo período de cansaço ou tristeza indique um transtorno mental. O diagnóstico depende de avaliação profissional, considerando a intensidade, a duração dos sintomas e seus impactos.

Também é importante reconhecer que existem situações em que o sofrimento emocional está relacionado às condições de vida, e não apenas a fatores individuais.

Buscar apoio psicológico ou médico pode ajudar a compreender os sintomas e identificar possibilidades de cuidado.

O SUS oferece atendimento em saúde mental por meio de diferentes serviços, incluindo a Atenção Primária e, quando indicado, a Rede de Atenção Psicossocial.

Atendimento psicológico gratuito na Fundação Santo André

Em Santo André, uma das possibilidades de acesso ao cuidado psicológico é o Centro de Orientação Educacional, Profissional e Psicológico (COEPP), serviço-escola do curso de Psicologia da Fundação Santo André.

Por meio de sua Clínica de Psicologia, o COEPP oferece atendimentos psicológicos gratuitos à população, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Entre os serviços estão triagem, psicodiagnóstico, psicoterapia individual e em grupo.

A clínica também atende pessoas da comunidade acadêmica, contribuindo para ampliar o acesso ao cuidado com a saúde mental. Para os estudantes da FSA, existe ainda o Núcleo de Apoio Psicossocial (NAPSI), que oferece acolhimento e orientação para questões emocionais, psicossociais e acadêmicas.

Os atendimentos do COEPP acontecem na clínica localizada no campus da Fundação Santo André, com entrada pela Rua Vicente de Carvalho, 142, em Santo André.

Para saber mais sobre os serviços e fazer o agendamento, acesse a página da Clínica de Psicologia da FSA.

Doenças cardiovasculares também fazem parte da saúde da mulher

Quando pensamos em doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), nem sempre associamos imediatamente esses problemas à saúde feminina.

Entretanto, essas condições também representam riscos importantes para as mulheres.

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores que precisam ser considerados na avaliação da saúde cardiovascular.

Além disso, determinadas condições relacionadas à gestação, como a pré-eclâmpsia e o diabetes gestacional, podem indicar maior risco cardiovascular no futuro.

Por isso, o acompanhamento da pressão arterial, a avaliação dos fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis fazem parte da prevenção.

Outro aspecto importante é reconhecer os possíveis sinais de problemas cardíacos.

O infarto pode causar dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e desconforto que se estende para braços, costas ou mandíbula. Algumas mulheres também apresentam náuseas, cansaço intenso e outros sintomas menos específicos.

Diante de sinais sugestivos de infarto ou AVC, é necessário procurar atendimento de emergência imediatamente, acionando o SAMU pelo número 192, quando disponível.

Exames laboratoriais e acompanhamento da saúde: conheça o LEAC da FSA

Os exames laboratoriais também podem fazer parte do acompanhamento da saúde, ajudando os profissionais a investigar sintomas, identificar alterações e avaliar fatores de risco para determinadas doenças.

Exames como glicemia e colesterol, por exemplo, fornecem informações que podem contribuir para a avaliação da saúde cardiovascular e metabólica, quando solicitados ou indicados no contexto de uma avaliação profissional.

Na Fundação Santo André, o Laboratório Escola de Análises Clínicas (LEAC) oferece exames laboratoriais gratuitos à comunidade acadêmica, ao mesmo tempo em que proporciona experiências práticas supervisionadas aos estudantes do curso de Biomedicina.

Entre os exames disponíveis estão hemograma, glicemia, colesterol total e HDL, triglicerídeos, exame de urina e outros procedimentos laboratoriais.

Os atendimentos acontecem mediante agendamento prévio, às segundas e sextas-feiras, das 19h30 às 20h30, no Prédio Central da Fundação Santo André.

O laboratório não recebe pedidos ou guias médicas para realização dos exames. Para conhecer os procedimentos disponíveis e agendar um atendimento, consulte a página do Laboratório Escola de Análises Clínicas da FSA.

É importante lembrar que a necessidade de realizar exames e a interpretação dos resultados devem considerar as condições de saúde de cada pessoa, com orientação profissional.

Climatério e menopausa: uma fase que também precisa de acompanhamento

O climatério é o período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva da vida, marcado por alterações hormonais que podem começar antes da menopausa.

Já a menopausa corresponde à última menstruação e é reconhecida retrospectivamente após 12 meses consecutivos sem menstruar, quando não existe outra causa para a ausência de menstruação.

Durante essa fase, algumas mulheres podem apresentar ondas de calor, alterações no sono, mudanças de humor, ressecamento vaginal e irregularidade menstrual.

A intensidade dos sintomas varia. Enquanto algumas mulheres passam por esse período com poucas manifestações, outras podem perceber impactos importantes na rotina.

O acompanhamento profissional permite avaliar os sintomas, discutir alternativas de tratamento e considerar outras questões relacionadas à saúde, como mudanças na saúde óssea e cardiovascular.

A terapia hormonal pode ser indicada em determinadas situações, mas não é adequada para todas as pessoas. A decisão depende da avaliação individual dos benefícios, riscos e contraindicações.

A menopausa é uma etapa natural da vida, mas isso não significa que seus sintomas precisem ser ignorados.

Cuidar da saúde também depende de acesso à informação e aos serviços

Falar sobre prevenção é importante, mas nem todas as mulheres encontram as mesmas condições para buscar atendimento.

Distância dos serviços de saúde, dificuldade para conseguir consultas, jornadas extensas de trabalho e responsabilidades familiares podem dificultar o acompanhamento.

A desigualdade de renda, o racismo e outras formas de discriminação também podem interferir no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Por isso, campanhas de conscientização precisam estar acompanhadas de políticas públicas, atendimento adequado e informações compreensíveis sobre os serviços disponíveis.

No Brasil, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) são uma das principais portas de entrada para o SUS. Nelas, é possível buscar orientações, atualizar vacinas, receber atendimento e obter encaminhamentos para outros serviços, conforme a necessidade.

Quais cuidados com a saúde devem fazer parte da rotina?

Não existe uma lista única de exames que todas as mulheres precisam realizar todos os anos.

As recomendações dependem da idade, do histórico pessoal e familiar, das condições de saúde e dos fatores de risco.

Algumas atitudes, no entanto, podem ajudar a organizar o acompanhamento:

  • Procurar atendimento quando surgirem sintomas persistentes ou mudanças importantes no corpo;
  • Manter a vacinação atualizada, conforme as recomendações para cada faixa etária;
  • Conversar com profissionais de saúde sobre os exames de rastreamento indicados;
  • Acompanhar fatores de risco, como pressão arterial, diabetes e colesterol, quando necessário;
  • Buscar orientação sobre saúde sexual, contracepção e prevenção de infecções;
  • Dar atenção à saúde mental e procurar apoio profissional quando necessário;
  • Manter hábitos que favoreçam a saúde, como alimentação adequada, atividade física e sono suficiente.

Esses cuidados não substituem uma avaliação individual, mas ajudam a identificar questões que podem ser discutidas durante os atendimentos.

Outubro Rosa e a importância de conversar sobre saúde o ano inteiro

O Outubro Rosa tem um papel importante ao chamar a atenção para o câncer de mama. A campanha também oferece uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre outras condições que afetam a saúde das mulheres.

Da adolescência ao envelhecimento, as necessidades mudam, assim como os cuidados e os acompanhamentos recomendados.

Ter acesso a informações confiáveis, reconhecer sintomas e contar com serviços de saúde são condições importantes para que cada mulher possa participar das decisões sobre seu próprio cuidado.

Na Fundação Santo André, essa atenção também está presente na formação acadêmica e nos serviços oferecidos à comunidade, como os atendimentos psicológicos do COEPP e os exames laboratoriais do LEAC.

Essas atividades aproximam a formação dos estudantes das necessidades de saúde da população e contribuem para ampliar o acesso a diferentes formas de cuidado.

Se você tem interesse em compreender essas questões e considera seguir uma carreira na área, pode conhecer os cursos de graduação da Fundação Santo André, incluindo formações como Biomedicina, Psicologia e Terapia Ocupacional.

A saúde da mulher merece atenção em outubro, mas o cuidado e o acesso à informação precisam continuar presentes durante todos os meses do ano.

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