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📷 1ª Edição do Hackathon FSA | Acervo institucional FSA

O que é um hackathon e como funciona?

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O que é um hackathon? Entenda como funciona esse tipo de desafio

Você recebe um problema pela manhã e, algumas horas depois, precisa apresentar uma solução para outras pessoas.

No meio desse intervalo, é preciso entender o desafio, organizar uma equipe, escolher uma ideia, testar possibilidades, desenvolver algo que consiga representar a proposta e preparar uma apresentação.

Essa é, de forma simplificada, a dinâmica de um hackathon.

Apesar do nome ser bastante associado à tecnologia, esse tipo de atividade não precisa ficar restrito à programação. Dependendo do desafio, pessoas de áreas como Administração, Engenharia, Direito, Saúde, Educação, Design e Computação podem trabalhar juntas na construção de uma solução.

Resposta rápida: o que é um hackathon?

Hackathon é uma atividade intensiva em que uma equipe precisa desenvolver uma solução para um desafio dentro de um período limitado.

Os participantes normalmente recebem um problema ou tema, discutem possibilidades, escolhem uma abordagem, desenvolvem um protótipo e apresentam a proposta ao final.

Alguns hackathons acontecem durante algumas horas. Outros podem durar um fim de semana ou vários dias.

O formato também varia bastante.

Há eventos voltados à criação de softwares, enquanto outros trabalham com negócios, sustentabilidade, saúde, educação, cidades, serviços públicos ou questões sociais.

O ponto em comum é o trabalho concentrado para transformar uma ideia em algo que possa ser apresentado e avaliado.

De onde vem a palavra hackathon?

A palavra combina os termos ingleses hack e marathon, maratona.

Aqui, “hack” não precisa ser entendido no sentido de invasão de sistemas.

No contexto de um hackathon, ele está mais próximo da ideia de buscar uma solução criativa para um problema em um período curto.

A comparação com uma maratona vem justamente da intensidade da atividade: durante algumas horas ou dias, os participantes ficam concentrados em um mesmo desafio.

Como funciona um hackathon?

Não existe uma única estrutura, mas muitos hackathons seguem etapas parecidas.

Primeiro, os participantes conhecem o desafio.

Depois, precisam entender melhor o problema antes de começar a pensar em soluções. Essa etapa é importante porque uma ideia tecnicamente interessante pode não resolver aquilo que realmente foi proposto.

Em seguida, a equipe discute alternativas, define uma abordagem e começa a desenvolver um protótipo.

Ao final, normalmente acontece uma apresentação para uma banca, muitas vezes em formato de pitch, uma exposição curta em que o grupo explica o problema, a solução e como chegou àquela proposta.

Em poucas horas, portanto, a equipe passa por etapas que lembram situações encontradas em projetos acadêmicos e profissionais.

O que é um protótipo?

Protótipo é uma representação inicial de uma ideia.

Ele não precisa ser um produto completamente pronto.

Imagine que uma equipe tenha pensado em um aplicativo para ajudar estudantes a organizar seus horários.

Construir todo o sistema em poucas horas provavelmente não seria possível.

Mas o grupo poderia criar telas que simulassem o funcionamento do aplicativo, demonstrar as principais funções e explicar como o usuário passaria por cada etapa.

Dependendo do projeto, o protótipo pode ser:

  • uma sequência de telas;
  • um modelo físico;
  • uma demonstração de software;
  • um fluxograma;
  • uma página navegável;
  • uma simulação;
  • uma representação visual do serviço.

O objetivo é permitir que outras pessoas entendam melhor a solução e consigam avaliar como ela poderia funcionar.

É preciso saber programar para participar de um hackathon?

Não. E essa talvez seja uma das ideias mais comuns sobre o formato.

Como muitos hackathons nasceram ou ganharam popularidade em ambientes de tecnologia, é fácil imaginar uma sala cheia de programadores trabalhando durante horas.

Programação pode ser importante em determinados desafios, mas uma equipe pode precisar de conhecimentos muito diferentes.

Alguém pode contribuir analisando o problema.

Outra pessoa pode pesquisar o público que utilizaria a solução.

Um participante pode pensar no modelo de negócio, enquanto outro organiza a apresentação, desenvolve a identidade visual ou verifica questões jurídicas.

É justamente por isso que equipes interdisciplinares aparecem com frequência nesses eventos.

Por que juntar estudantes de cursos diferentes?

Imagine um desafio relacionado à mobilidade urbana.

Uma pessoa da área de Computação pode pensar em como desenvolver uma ferramenta digital.

Um estudante de Engenharia pode analisar processos e infraestrutura.

Alguém de Administração pode observar custos, operação e viabilidade.

Um estudante de Direito pode perceber questões ligadas à legislação ou ao uso de dados.

Outra pessoa pode olhar para a experiência de quem realmente utilizará aquela solução.

Quando esses conhecimentos se encontram, o problema passa a ser observado por vários ângulos.

Isso não significa que toda equipe precise ter um representante de cada área.

A ideia é que pessoas com formações e experiências diferentes consigam complementar o trabalho umas das outras.

Que tipos de desafio podem aparecer?

Praticamente qualquer área pode utilizar esse formato.

Um hackathon pode propor desafios relacionados a:

Inteligência Artificial, como ferramentas que automatizam tarefas ou ajudam na análise de informações.

Sustentabilidade, buscando soluções para resíduos, consumo de recursos, energia ou impacto ambiental.

Saúde, com propostas relacionadas a atendimento, prevenção, organização de informações ou acompanhamento de pacientes.

Educação, pensando em novas maneiras de aprender, ensinar ou organizar processos acadêmicos.

Cidades inteligentes, envolvendo transporte, mobilidade, segurança, infraestrutura ou serviços públicos.

Gestão e negócios, com desafios de atendimento, processos, logística, vendas ou experiência do cliente.

Em muitos casos, o desafio é propositalmente amplo para permitir que diferentes áreas encontrem caminhos para resolvê-lo.

O que acontece durante o desafio?

Por fora, um hackathon pode parecer apenas uma corrida contra o relógio.

Mas boa parte do trabalho envolve tomar decisões.

A equipe precisa escolher entre várias ideias.

Precisa perceber se alguma delas é grande demais para o tempo disponível.

Talvez seja necessário abandonar uma proposta que parecia boa inicialmente.

Em outros momentos, será preciso dividir tarefas para que várias partes do projeto avancem ao mesmo tempo.

E tudo isso acontece com um prazo definido.

Por isso, participar de um hackathon também envolve organização e comunicação.

O que é um pitch?

Depois de desenvolver a solução, chega a hora de explicá-la.

O pitch é uma apresentação curta utilizada para comunicar uma ideia de forma objetiva.

Em um hackathon, a equipe pode precisar explicar:

  • qual problema recebeu;
  • como interpretou esse problema;
  • qual solução desenvolveu;
  • para quem ela foi pensada;
  • como o protótipo funciona;
  • quais benefícios a proposta apresenta;
  • como ela poderia continuar sendo desenvolvida.

Como o tempo costuma ser limitado, não basta conhecer bem o projeto.

É preciso decidir quais informações realmente ajudam outra pessoa a compreendê-lo.

Esse tipo de apresentação aparece também em ambientes profissionais, especialmente em projetos, negócios e inovação.

Como os projetos costumam ser avaliados?

Os critérios dependem de cada evento.

É comum, porém, que uma banca observe aspectos como:

  • relevância da solução;
  • criatividade;
  • entendimento do problema;
  • execução do protótipo;
  • viabilidade;
  • experiência de quem utilizaria a proposta;
  • clareza da apresentação;
  • trabalho em equipe.

Por isso, desenvolver algo tecnicamente complexo não garante sozinho uma boa avaliação.

Uma solução mais simples pode fazer mais sentido se responder melhor ao problema apresentado.

O erro faz parte de um hackathon?

Faz.

Em um desafio com tempo limitado, dificilmente tudo funciona na primeira tentativa.

Uma ideia pode precisar ser descartada.

O protótipo pode apresentar um problema.

A equipe pode perceber que interpretou mal uma parte do desafio e precisar reorganizar o projeto.

Nesse contexto, descobrir rapidamente que alguma coisa não funciona pode ser útil porque permite testar outra possibilidade enquanto ainda há tempo.

Essa dinâmica aproxima o hackathon de situações encontradas em projetos profissionais, nas quais nem sempre existe uma resposta pronta antes de o trabalho começar.

O que um estudante pode aprender em um hackathon?

O conhecimento técnico é apenas uma parte.

Esse tipo de atividade também trabalha situações como:

Trabalho em equipe: diferentes pessoas precisam chegar a decisões em conjunto.

Gestão do tempo: o prazo é limitado e nem tudo poderá ser desenvolvido.

Comunicação: a equipe precisa conversar internamente e depois explicar a proposta para outras pessoas.

Priorização: é necessário decidir o que realmente precisa estar pronto para demonstrar a solução.

Resolução de problemas: uma ideia inicial pode precisar ser adaptada várias vezes.

Apresentação: transformar horas de trabalho em poucos minutos de explicação exige síntese.

São habilidades que aparecem em diferentes profissões, independentemente do curso escolhido.

A FSA já realizou Hackathon com seus estudantes

A Fundação Santo André já utilizou esse formato em uma atividade com estudantes de diferentes cursos.

Na experiência realizada pela instituição, as equipes foram formadas no próprio evento e tiveram algumas horas para compreender um problema, desenvolver uma proposta, construir um protótipo e apresentar o trabalho.

Durante a atividade, o Prof. Me. Felipe Bastos, coordenador adjunto dos cursos de Computação da FSA, explicou uma das ideias por trás desse tipo de experiência:

“É um dia de buscar soluções e inovações, não só para o ambiente acadêmico, mas também para a sociedade.”

O Prof. Me. Flávio Flauzino, coordenador adjunto dos cursos de Tecnologias em Computação, também destacou a aproximação entre a atividade e situações encontradas profissionalmente:

“Isso nos ajuda a trazer para os nossos alunos algo que vai além da sala de aula e colocá-los para resolver um problema, que é o que eles vão ver no mercado de trabalho.”

O formato ajuda justamente a colocar conhecimentos de diferentes disciplinas diante de uma situação na qual ninguém recebe um roteiro completo com todas as etapas da resposta.

Hackathon é uma competição?

Pode ser, mas não necessariamente.

Existem hackathons com classificação, banca e premiação, enquanto outros são organizados principalmente como atividades de aprendizagem, desenvolvimento de projetos ou busca por soluções.

Mesmo quando existe competição, boa parte da experiência acontece dentro da própria equipe.

Os participantes precisam colaborar para chegar a uma proposta comum.

Por isso, o componente competitivo não define sozinho o que é um hackathon.

O que caracteriza o formato é principalmente a existência de um desafio, um período limitado e o desenvolvimento colaborativo de uma solução.

Hackathons também fazem parte da experiência universitária

Quando alguém pesquisa uma graduação, é natural começar pela matriz curricular.

Ela mostra disciplinas, conteúdos e parte da formação que será construída durante o curso.

A vida universitária também pode incluir projetos, eventos, pesquisa, extensão, atividades práticas e desafios que colocam estudantes de diferentes áreas no mesmo ambiente.

Um hackathon é um exemplo disso.

Em poucas horas, conhecimentos que normalmente aparecem separados em diferentes disciplinas precisam ser combinados para resolver uma única situação.

Para quem ainda está escolhendo uma faculdade, conhecer esse tipo de atividade também ajuda a entender como algumas experiências acadêmicas acontecem fora do formato tradicional de uma aula.

Se você está pesquisando sua primeira graduação, pode conhecer os cursos da Fundação Santo André e comparar as diferentes áreas de formação disponíveis.

Conheça os cursos de graduação da FSA

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